Mais de 2 milhões foram ao réveillon em Copacabana

O réveillon de Copacabana reuniu mais de dois milhões de pessoas na praia para dar as boas-vindas a 2003. A multidão assistiu a um beloespetáculo de 17 minutos de queima de mais de 15 mil fogos de artíficio, além das cascatas no Hotel Méridien e no Forte de Copacabana, nos dois extremos da orla.Os fogos partiram do mar, em balsas a 360 metros da areia. Ao contrário do ano passado,quando a multidão se decepcionou com o espetáculo, este ano só houve aplausos. "Passo o réveillon aqui há mais de 20 anos e este foi dos mais bonitos?, comentava afiscal municipal Maria Luíza Fernandes. O clima durante toda a festa foi de paz e harmonia.Os 3.600 policiais que estavam em Copacabana só tiveram trabalho para organizar o trânsito, os 600 bombeiros puderam até apreciar os fogos, e o posto médico, na Escola Municipal Cícero Penna, na esquina da Rua República do Peru, havia atendido menos de cem pessoas até o início damadrugada.Nenhum caso grave foi registrado. O metrô funcionou bem na ida para Copacabana,mas grandes filas se formaram após a meia-noite, quando as pessoas começaram a voltar para casa. "No ano que vem eu compro com antecedência a ida e a volta", prometia Jésus Santos Silva, que tinha saído de Vilar dos Teles, na Baixada Fluminense, com a família.Ele tentou ir embora à 1 hora desta quarta-feira, mas não havia embarcado até as 2h30m.Também foi bonita a festa na Lagoa Rodrigo de Freitas, onde, pela primeira vez, foirealizada queima de fogos. Como em Copacabana, os explosivos foram detonados deuma balsa.Na Praia do Flamengo, por 15 minutos, os fogos lançados de duas balsassubiram ao céu e ilumiram a Baía de Guanabara. Ali, o show do cantor Emílio Santiagofoi acompanhado por milhares de pessoas.A variedade foi a marca da chegada de 2003 em Copacabana. A boa e barata cidra conviveu democraticamente com a champanhe francesa que era oferecida nas lojas do bairro por R$ 119,00 a meia garrafa e o conjunto de bermuda e camiseta brancos, comprados no Saara (área de comerciopopular no centro do Rio) dividiu o espaço com a marca Chanel. "É de 1963, quandomeus pais conheceram a Europa", garantia a mineira Maria Eugênia Silva Tostes, queexibia o modelito na areia, antes de voltar para a festa do Copacabana Palace, após darum abraço caloroso no rapaz de bermuda, que ficou na praia mesmo.Os três palcos armados na praia disputaram a atenção das pessoas com os carrosequipados com som possante, tocando funk ou pagode. O show de Jorge Benjor foi atépouco depois das 2 horas em frente à Rua República do Peru, enquanto no posto 4 agarotada do AfroReggae, Lenine e o Cidade Negra sacudiram o público até depois das3 horas.Quando o sol nasceu, ainda havia gente comemorando, mas a Comlurbcomeçou a recolher o lixo deixado pela multidão. Foram 250 toneladas, cinco vezesmais que em domingos de sol.No Cristo Redentor, a festa também foi um sucesso. A empresa que administra o trem que vai ao topo do Corcovado organizou a festa pela primeira vez e gastou R$ 400 mil para receber quase 500 pessoas. A comemoração começou às 22horas do dia 31 e só acabou por volta de 5 horas desta quarta-feira.A menina Luísa foi o primeiro bebê a nascer no Rio em 2003, à zero hora e 1 minuto e recebeueste nome em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela nasceu de partonormal, com três quilos e 350 gramas, na Maternidade Municipal Carmela Dutra, em Linsde Vasconcelos, zona norte do Rio.A idéia de homenagear o presidente partiu do pai da criança, o pedreiro JefersonVicente Santos. Luísa é o terceiro filho de Jeferson, casado com Patrícia Domingos daCosta, de 20 anos. A Maternidade Carmela Dutra ainda registrou o nascimento do últimobebê de 2002, às 23h57min. O menino, filho de Itônia Matias Lima, de 25 anos, recebeuo nome de Luiz Inácio, também uma homenagem a Lula.

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