Mais de 200 mil isqueiros falsificados são incinerados em SP

Mais de 200 mil isqueiros apreendidos pelo Instituto de Pesos e Medidas do São Paulo (Ipem) foram incinerados nesta segunda-feira, 23, em Guaratinguetá, na região paulista do Vale do Paraíba. Foi a primeira incineração desde que o Ipem começou a fiscalizar a venda de produto contrabandeado, em 2002.Os isqueiros eram falsificados e irregulares. Os produtos tinham sido apreendidos durante fiscalizações de combate à pirataria e retirados do mercado por fiscais do Ipem. As unidades inutilizadas somaram aproximadamente três toneladas e meia. O combate à venda de isqueiros contrabandeados começou há quatro anos com a fiscalização em feiras livres, camelôs, shoppings e galerias, como na Pajé, em São Paulo. Desde 2002 já foram apreendidas 359.230 unidades.Segundo o diretor do Departamento de Metrologia e Qualidade do Ipem-SP, José Fábio de Campos, é importante conscientizar a população dos riscos de se manusear um isqueiro falsificado. "Existe o risco que se corre ao adquirir produtos irregulares e também, desta forma, se alimenta o desemprego no país". Os isqueiros originais têm um selo com a letra "I" e a letra "N". Já os falsificados trazem as letras "B" e "C".A fiscalização de isqueiros garante a segurança do consumidor. O produto irregular apresenta riscos por se tratar de um artigo inflamável, fabricado com matéria-prima inadequada ou de baixa qualidade.Explosões durante o próprio manuseio, queimaduras causadas pela altura das chamas sem controle e o contato com um gás impróprio são exemplos dos possíveis riscos, causados geralmente pelo fato do produto irregular não atender aos procedimentos técnicos necessários durante a fabricação. Todo isqueiro deve ter o selo holográfico com a marca do Inmetro, o que significa que o produto foi testado e aprovado.

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