Mais de 4 mil estão desabrigados no Acre

Famílias que não têm para onde ir são retiradas por equipes do governo do Estado e da prefeitura de Rio Branco; nível do Rio Acre beirou 17,15 metros

Solange Spigliatti, Central de Notícias,

19 Fevereiro 2012 | 16h09

Mais de quatro mil pessoas já estão desabrigadas no Acre por conta das enchentes dos últimos dias, segundo informações do governo do Estado. O nível do Rio Acre estava, às 12 horas deste domingo, 19, com 17,15 metros, ultrapassando a marca da segunda maior cheia da história das medições, ocorrida em 1988.

As famílias que não têm para onde ir são retiradas por equipes do governo do Estado e prefeitura de Rio Branco, que ajudam a resgatar móveis e objetos pessoais dos moradores e os encaminham para o abrigo no Parque de Exposições Marechal Castelo Branco (que concentra a maioria dos desabrigados) e o Ginásio Coberto, em Rio Branco. Setenta equipes, cada uma composta por seis pessoas, auxiliam o trabalho.

O Rio Acre é alimentado pelas águas de três bacias: Bacia Trinacional (na região de fronteira de Brasil, Bolívia e Peru), Bacia de Xapuri (o encontro do Rio Xapuri com o Rio Acre) e Bacia do Rôla (o encontro do Riozinho do Rôla com o Rio Acre). Com chuvas intensas sobre as três bacias, a previsão é de que por todo o mês de fevereiro o Rio Acre mantenha um nível alto de suas águas.

Situação de emergência

Na última quinta-feira, 16, o prefeito de Rio Branco, Raimundo Angelim, decretou situação de emergência em razão do nível das águas do Rio Acre, que estava com 16,30 metros. A cota de transbordamento é de 14 metros.

Doação. A superintendência do Banco do Brasil no Acre, em parceria com o Governo do Estado e a Prefeitura Municipal de Rio Branco, abriu uma conta corrente para receber depósitos à campanha Acre Solidário, que beneficiará os desabrigados pelas alagações em todo o estado. Os dados para depósitos ou transferência são: agência: 0071-X, conta corrente: 100.000-4.

 

Campanha Acre Solidário

Em Rio Branco, são mais de três mil desabrigados até o momento. A maioria das pessoas que chega ao abrigo são crianças de até quatro anos. Por isso, toda espécie de contribuição é bem-vinda, além de dinheiro, arrecadam-se fraldas, leite em pó, massa de mingau e roupas. Mão-de-obra voluntária também é necessária. A arrecadação de cestas básicas e de produtos de limpeza será feita em um segundo momento, pois serão entregues somente quando as famílias retornarem às casas.

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