Mais de 50% ainda nem agendaram inspeção

Cerca de 91 mil proprietários não marcaram vistoria obrigatória, apesar de adesão ter crescido 17% em março; reprovação de motos cai para 9%

Fábio Mazzitelli, O Estadao de S.Paulo

02 de abril de 2009 | 00h00

A adesão de carros e motos à inspeção veicular ambiental cresceu 17% de fevereiro para março, mas a maior parte dos grupos convocados para a vistoria ainda nem sequer agendou o teste, de acordo com balanço divulgado ontem pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, que coordena o programa para regular a emissão de poluentes nos veículos. Dos 153.931 carros e motos com final de placa 1, cujo prazo para realizar a inspeção ambiental termina em 30 de abril, somente 46.761 foram inspecionados ou já marcaram o teste. Cerca de 91 mil, ou 59% do primeiro grupo que começou a ser vistoriado, ainda nem agendaram o exame. Em março, foram inspecionados 25.545 carros e motos com final de placa 1, número 17% maior que o registrado em fevereiro, quando foram inspecionados 21.216 veículos movidos a gasolina, álcool e gás natural. As inspeções dos veículos com final de placa 2 registraram 26 mil carros e motos examinados. Em abril, podem fazer a inspeção os veículos com finais de placa 1, 2 e 3.Os veículos que não realizarem a vistoria no prazo, que vai até a data-limite do licenciamento, terão o documento do veículo bloqueado no Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e ficarão sujeitos à multa de R$ 550. Em 2009, estão obrigados a fazer a inspeção ambiental cerca de 2,6 milhões de veículos registrados na capital paulista. No grupo estão todos os veículos movidos a diesel, todas as motos e 1,5 milhão de carros fabricados entre 2003 e 2008. Veículos novos estão dispensados no teste no primeiro ano de licenciamento.REPROVAÇÃO CAIUma das principais mudanças no balanço dos dois primeiros meses de inspeção ambiental foi o índice de reprovação das motos, que caiu de 16% em fevereiro para 9% no último mês - nas primeiras semanas, o mesmo índice chegou a variar entre 20% e 25%. Entre fevereiro e março, foram inspecionadas 8.120 motos diferentes, sendo 7.378 aprovadas ou 91% do total. A queda de reprovações ocorre após mudança de regra que tornou o teste menos rígido para os veículos de duas rodas. A pedido da associação que reúne os fabricantes de motocicletas (Abraciclo), o teste passou a desconsiderar um fator relacionado à queima de combustíveis para efeito de reprovação. Segundo as montadoras, o uso de gasolina adulterada estava engrossando as reprovações, argumento aceito pela Secretaria Municipal do Verde. Para os carros, porém, o mesmo fator continua a ser considerado na inspeção ambiental. A secretaria afirma que "dois meses de funcionamento do programa de inspeção é um prazo curto para a secretaria emitir uma avaliação" sobre a queda das reprovações das motocicletas. O índice de reprovações dos carros é de 2% nos dois primeiros meses.

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