Mais dois réus do caso Eliza Samudio são julgados nesta quarta-feira

Caseiro e motorista do ex-goleiro Bruno são acusados por sequestro e cárcere privado da então amante do atleta, em 2010

Flórence Couto, Especial para o Estado, e Gabriela Vieira, O Estado de S. Paulo

28 de agosto de 2013 | 10h24

Atualizado às 12h43.

Começou nesta quarta-feira, 28, em Contagem, o julgamento de mais dois réus do caso Eliza Samudio. Elenilson Vitor da Silva e Wemerson Marques são acusados de sequestrar e manter em cárcere privado o filho de Eliza com o ex-goleiro Bruno Fernandes. O julgamento foi suspenso por duas horas para que a testemunha Tayara Júlia Dimas fosse encontrada. No reinício da sessão, a juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, da Vara do Tribunal do Júri de Contagem, afirmou que Tayara, que cuidou do filho de Eliza após o desaparecimento da modelo, estava a caminho. Ao chegar, ela foi dispensada pelos advogados de defesa.

Com isso, à tarde, começam os interrogatórios de Elenilson e Wemerson. Pela manhã, somente o policial civil Sirlan Versiani Guimarães foi ouvido. A oitiva durou uma hora. Sirlan foi um dos policiais que fizeram diligências no sítio de Bruno, em Esmeraldas, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Foi ele quem encontrou o bebê de Eliza com Dayane Rodrigues, então mulher do goleiro, em Ribeirão das Neves.

Neste momento, a juíza Marixa Fabiane determinou um intervalo para o almoço. Ao sair do fórum, os advogados Frederico Franco, que defense Elenilson, e Paulo Sávio Guimarães, defensor de Wemerson, disseram que dispensaram a testemunha Tayara por entenderem que não ela traria nenhuma novidade ao julgamento. "Pretendíamos fazer, se necessário fosse, uma contraprova daquilo que eventualmente fosse dito pela testemunha (Sirlan). Como a testemunha de acusação não trouxe nenhum fato novo, não trouxe nada além do que já estava nos autos, a oitiva da testemunha arrolada pela defesa tornou-se desnecessária, porque ela também não traria nenhum fato novo", afirmou Paulo Sávio.

Elenilson era caseiro de Bruno Fernandes e está sendo acusado de ajudar a vigiar Eliza dentro do sítio do ex-goleiro, em Esmeraldas. Já Wemerson, conhecido como Coxinha, era motorista de Bruno. Ele é acusado de sequestro e cárcere privado do filho de Eliza. Foi ele quem entregou o garoto a Dayanne, em Ribeirão das Neves, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os dois aguardam o julgamento em liberdade.

Em julgamentos neste ano, o ex-goleiro Bruno (22 anos e 3 meses de prisão) e Marcos Aparecido dos Santos, o Bola (22 anos de prisão), foram condenados pelo crime.

 

 
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