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Mais duas bases da polícia são atacadas em São Paulo

Mais duas bases da Guarda Civil Metropolitana (GCM) de São Paulo foram atacadas simultaneamente na zona norte da capital, na tarde deste sábado, 13, segundo a Polícia Militar. Uma das bases está localizada na Avenida Ordem e Progresso, no Limão, e a outra na Rua João Marcelino Branco, na Vila Nova Cachoeirinha. Os ataques aconteceram por volta das 17 horas, deixando um GCM ferido levemente.Com isso, sobe para 57 o número ataques a delegacias e policiais do Estado de São Paulo organizados pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) desde a noite de sexta-feira, 12. A ação coordenada deixou pelo menos 30 mortos, sendo dois civis, segundo balanço divulgado durante a tarde pela Secretaria de Segurança Pública do Estado.Outros três suspeitos de terem participado dos ataques foram presos, na zona norte da Capital, por policiais do Garra e da Delegacia de Roubo a Bancos, do Deic. Dezesseis suspeitos haviam sido presos pela manhã.RebeliõesDetentos de 20 unidades prisionais estão rebelados em todo o Estado de São Paulo. Outros motins, em Itirapina, Avaré, Iaras e Guareí, foram controlados durante a tarde, segundo informou a Secretaria de Administração Penitenciária. Presos das unidades de Serra Azul, Ribeirão Preto, Pirajuí, Araraquara, Flórida Paulista, Lucélia, Lavínia, Mogi das Cruzes, Suzano, Marabá Paulista, Campinas, Diadema, Franco da Rocha, Riolândia, Potim, Presidente Prudente, Irapuru, São José do Rio Preto, Paraguaçu Paulista e do CDP de Osasco estão rebelados. Em Lavínia, os detentos fizeram um refém. No CDP de São José do Rio Preto, os amotinados impediram as visitas de saírem da unidade. Em Paraguaçu Paulista, há 3 reféns; em Irapuru, 5; em Lucélia, 8; em Marabá Paulista, 2; em Presidente Prudente, 6; em Riolândia, 12; em Ribeirão Preto, 9 ; em Pirajuí, 10, em Mogi das Cruzes, 6; e em Diadema, 9. Em Flórida Paulista, não foram feitos reféns. Ainda não há informações sobre reféns nas outras unidades rebeladas.MarcolaO líder da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, já está na Penitenciária de Presidente Bernardes, sob regime diferenciado de detenção. Conversas telefônicas entre detentos de penitenciárias da região noroeste do Estado, grampeadas pelo Departamento de Polícia do Interior (Deinter-5), de São José do Rio Preto, identificaram que a ordem dos ataques a PMs na madrugada deste sábado foi dada por . Marcola também teria ordenado a rebelião na Penitenciária de Valparaíso, onde 951 detentos estão dormindo ao relento porque o presídio teve suas dependências internas totalmente destruídas. Plano Em entrevista coletiva neste sábado, o governador de São Paulo, Claudio Lembo, afirmou que sabia, desde a noite de quinta-feira, que os criminosos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) planejavam ataques e várias medidas foram tomadas, o que teria evitado um número maior de mortos. Ao todo foram 55 ações, entre a noite de sexta-feira e manhã de sábado em todo o Estado, contra bases, veículos e policiais da Polícia Militar, Polícia Civil, Guardas Civis e da Administração Penitenciária, que resultaram em 30 mortes.AtaquesDos 57 ataques à polícia, na Grande São Paulo, 28 foram feitos contra a Polícia Militar, 20 contra a Polícia Civil, seis deles contra a Guarda Civil Metropolitana e três ataques contra a Secretaria de Segurança Pública.Das 30 pessoas assassinadas, 11 eram policiais militares, cinco da Polícia Civil, três eram da GCM, quatro agentes penitenciários e dois eram civis e cinco eram bandidos. Dezenove pessoas foram presas.Movimento só perde para 2001Esta é a segunda maior ocorrência de rebeliões simultâneas na história do Estado. Em fevereiro de 2001, 25 presídios e 4 cadeias participaram de motins organizados pelo PCC. O movimento deixou pelo menos 16 presos mortos e teve a participação de 25% dos 94 mil detentos do Estado.

Agencia Estado,

13 de maio de 2006 | 18h30

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