Mais duas meninas acusam engenheiro de abuso sexual

Novas supostas vítimas depõem no Deic, mas não há fitas gravadas

Camilla Haddad, O Estadao de S.Paulo

11 de setembro de 2008 | 00h00

A polícia investiga se mais duas crianças foram vítimas do engenheiro eletricista Marcelo Adriano Barbosa, de 42 anos. As meninas (de 6 e 12 anos) acusam o engenheiro de ter abusado delas há dois anos no apartamento dele, na Mooca, zona leste. Elas são parentes de outras três vítimas. As duas foram ouvidas por policiais do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic). Barbosa foi detido na sexta-feira acusado de atentado violento ao pudor depois que uma testemunha entregou uma fita de VHS à polícia. Nas imagens, o suspeito aparece seminu abusando de duas irmãs e uma prima (de 12, 14 e 16 anos) e de uma garota de 4 anos. Segundo a polícia, o engenheiro se apresentava como pediatra para as mães das crianças e prometia às meninas uma carreira de modelo.Segundo o delegado Ubiracyr Pires da Silva, ainda é "prematuro" confirmar a versão das duas novas vítimas. "A polícia ainda está investigando, até porque não há nada registrado em fitas de vídeo", disse.As duas garotas que estiveram no Deic moram em Guaianases, na zona leste, e teriam sido abordadas em faróis. Elas chegaram a afirmar que assistiram um vídeo no computador de Barbosa onde duas garotas negras mantinham relações sexuais com ele. Essa gravação, porém, não havia sido encontrada até as 20 horas de ontem. Já a outra menor que, segundo a polícia, foi abusada por Barbosa é afilhada de sua ex-namorada. O pai da criança, um motorista de 54 anos, prestou depoimento ontem. Ele contou que mora no Parque São Lucas, zona leste, e "jamais" desconfiou que a filha pudesse estar sendo molestada. O homem, que estava muito abalado, preferiu não assistir às imagens.Além da primeira fita, onde houve comprovação das quatro vítimas, a polícia está analisando mais 14 vídeos que foram apreendidos no apartamento de Barbosa. Policiais disseram que existem mais crianças nas imagens, porém sem a presença do engenheiro.Barbosa teve a prisão temporária decretada por 30 dias. Ele está preso no 77º DP. Hoje, o acusado receberá a visita de seu advogado, Fernando Canizares. "Agora, sim, vou colher o depoimento do meu cliente e saber sua versão." No primeiro encontro com o advogado, Barbosa alegou inocência.

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