Marcelo Say/ EFE
Marcelo Say/ EFE

Mais duas prisões são decretadas no caso do turista italiano morto no Rio

Na sexta-feira, a Polícia Civil já havia identificado oito adultos e um adolescente que teriam participado do crime

Vinicius Neder e Constança Rezende, O Estado de S.Paulo

10 Dezembro 2016 | 13h25

Mais dois suspeitos de participar do assassinato de um turista italiano e do sequestro do primo dele, na manhã de quinta-feira, dia 8, no Rio, tiveram a prisão temporária decretada na madrugada deste sábado. Na sexta-feira, a Polícia Civil já havia identificado oito adultos e um adolescente que teriam participado do crime. 

Segundo o delegado Fabio Cardoso, da Delegacia de Homicídios da Capital, Raphael Correia Pontes, conhecido como Pedro de Lara, de 33 anos, e Bruno Gonçalves Campos Ferreira, vulgo Gordinho ou Bigode de Foca, de 34 anos, se juntarão aos outros sete suspeitos que tiveram prisões temporárias decretadas, incluindo o chefe do bando, Claudio Augusto dos Santos, de 46 anos, o Jiló - que havia sido libertado da prisão um mês antes do crime.

Rino Polato, de 59 anos, que foi mantido sob a mira de armas por duas horas, enquanto os traficantes decidiam seu destino, foi ameaçado, ao ser liberado, para que não contasse o que aconteceu. Ainda assim, reconheceu os criminosos por fotografias e apontou a participação de cada um deles nos crimes. 

Polato contou à Polícia Civil que seu primo, Roberto Bardella, de 52 anos, liderava a expedição de motocicleta dos dois pela América do Sul. Ele seguia na frente, com uma câmera acoplada ao capacete, e guiando-se pelo GPS da moto. Eles desciam de uma visita ao Cristo Redentor e seguiam para Copacabana, na zona sul, onde estavam hospedados, quando entraram por engano em um dos acessos ao Morro dos Prazeres, em Santa Teresa. O bairro tem acessos para o Corcovado, o Centro e a zona sul.

Segundo o delegado Cardoso, na favela, um grupo de quatro traficantes armados com pistolas e fuzis gritou para que os dois turistas parassem. Houve um momento de hesitação dos turistas, que pararam em seguida. Nesse momento, Rômulo Pontes Pinho, de 22 anos, atirou na direção de Bordella. Um tiro atingiu a cabeça e o outro o tórax, junto ao ombro.

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