Mais florida e iluminada: a nova Paulista

Obras terminam até o fim do ano

Renato Machado, O Estadao de S.Paulo

25 de junho de 2009 | 00h00

A Avenida Paulista vai ganhar até o fim do ano floreiras nos canteiros centrais em praticamente toda a extensão - entre a Praça Osvaldo Cruz e a Rua Haddock Lobo. O projeto para a mudança no visual paisagístico da via mais famosa da capital também prevê a colocação de novas placas de indicação das ruas que a cruzam e a troca do atual sistema de iluminação, que vai quadruplicar a potência atual.O plano da Secretaria de Coordenação das Subprefeituras é deixar sem a cobertura verde somente as regiões próximas às faixas de pedestres, nos cruzamentos e nas áreas de ventilação de metrô - conhecidas como "respiros". A Paulista tem atualmente 480 metros de extensão de floreiras, medida que será triplicada com o novo projeto.Serão plantadas moreias amarelas e grama do tipo amendoim. Segundo a secretaria, a escolha foi tomada por se tratar de plantas que florescem no verão. Como os atuais canteiros possuem azaleias, que aparecem no inverno, haveria cobertura o ano inteiro. A licitação deve ser publicada em até três meses e a previsão é que o custo do projeto fique em torno de R$ 700 mil.A Secretaria estuda também modernizar o sistema atual de iluminação. Uma possibilidade trabalhada pela pasta é uma parceria com a empresa Philips para trocar todos os postes e colocar tipos de lâmpadas mais econômicas. Dessa forma, a potência passaria dos atuais 17 lux (unidade de medida) para 74 lux."O sistema atual é da década de 1970 e precisa ser modernizado. O objetivo é deixá-la muito mais clara, como se fosse sempre dia, como acontece em algumas ruas da Liberdade", diz o secretário de Coordenação das Subprefeituras, Andrea Matarazzo.Outra mudança prevista é a colocação de placas de identificação das ruas nas grades de segurança para pedestres nas esquinas. Atualmente, a sinalização é feita somente para os motoristas, nos totens onde estão os semáforos. Os posicionados no canteiro central da via trazem o nome da rua do próximo cruzamento, enquanto os colocados nas calçadas indicam a rua onde estão. No entanto, Matarazzo reconhece que grande parte desses foi pintada e, por isso, não há a identificação das ruas."É consequência da ação dos vândalos que picham sobre a indicação dos nomes das ruas, que, quando vamos pintá-los novamente, nem sempre são mantidos", diz Matarazzo.Por isso, as novas placas terão pintura antipichação. Esse tipo de sinalização estará em todos os cruzamentos onda há as grades de segurança e terá de medida 1,20 metros de largura e 0,9 m de altura. Haverá também identificação em Braile para o uso de deficientes visuais. Segundo Matarazzo, todas as mudanças são consequência do projeto de acessibilidade para a Paulista, que começou a ser colocado em prática com os pisos táteis e rebaixamento das guias.A previsão é que essas placas sejam instaladas logo no início do segundo semestre. Segundo a secretaria, ainda não há previsão de quanto será investido.

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