Mais Médicos: 2 dos 5 profissionais que iriam para Campinas desistiram

Eles fariam parte do programa do governo federal, mas cancelaram em cima da hora; secretário municipal de saúde lamentou baixa adesão na cidade

Ricardo Brandt, O Estado de S. Paulo

02 Setembro 2013 | 18h25

CAMPINAS - Dos cinco profissionais do programa Mais Médicos que se apresentariam nesta segunda-feira, 2, para começar a trabalhar na prefeitura de Campinas, interior de São Paulo, dois desistiram em cima da hora. "Nunca tive grande expectativa em relação a esse programa quanto ao número de médicos", afirmou o secretário municipal de Saúde, Carmino de Souza.

Um deles avisou no domingo a prefeitura que não aceitaria a vaga, porque pretendia trabalhar na sua área de especialização, que é psiquiatria, e outro não informou o motivo. Os contratados do programa vão atuar no atendimento básico como generalistas.

"Infelizmente são só três colegas. Gostaríamos que fosse mais, a gente tem a necessidade. Campinas tem lutado por mais médicos na rede. Esse ano já fizemos um concurso público e dois chamamentos públicos. A carência de médicos na rede pública é uma realidade", explicou o secretário.

Com mais de 1 milhão de habitantes e déficit de procura nos três processos seletivos abertos esse ano para contratar médicos, Campinas receberá cinco médicos, ao todo, do Mais Médicos. Os três, que no domingo, 1, passaram o dia na prefeitura acertando documentações e dando entrevista à imprensa, e outros dois que virão no dia 16 no pacote de profissionais formados fora do País. É um casal brasileiro que é formado na Argentina.

Qualificação. Dos três médicos apresentados no domingo em Campinas, com idades entre 25 e 29 anos, um é de Fortaleza (CE), outro de João Pessoa (PB) e outro de Itaperuna (RJ). Eles escolheram trabalhar em Campinas na seleção do Mais Médicos.

"Vim para Campinas em busca de uma melhora estrutura para trabalhar e também em busca de maior qualificação", conta o médico Roberto Leitão, de 28, que se formou em 2011, na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

Os três passarão a terça-feira, 3, e a quarta-feira, 4, no Centro de Educação e Treinamento da Saúde, da prefeitura, para conhecer dados sobre o sistema de saúde municipal - um processo que enfrenta todo médico que entra na rede.

Na quinta-feira, 5, elas começam efetivamente a trabalhar em três unidades básicas de saúde de bairros da periferia de Campinas. Os dois médicos que ainda chegarão não têm definido a unidade para onde eles serão enviados.

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