Mais oito vão a julgamento por chacina de Vigário Geral

Dez anos depois da chacina de Vigário Geral, em que 21 pessoas foram assassinadas, apenas dois dos 33 acusados pela matança (31 deles, policiais militares) cumprem pena. Os presos são PMs. Um ainda aguarda julgamento, três estão foragidos, cinco morreram, um não foi julgado por falta de provas, 18 foram absolvidos e três, já condenados, estão soltos graças a habeas-corpus. Nesta terça-feira, outros oito PMs irão a julgamento, acusados de participar ou acobertar a chacina. Um policial que jogou armas que serviriam como provas na Baía de Guanabara será julgado por fraude processual. Todos foram denunciados pelo Ministério Público em 1995. Segundo Tribunal de Justiça, o julgamento, que será acompanhado por representantes da Anistia Internacional, pode durar mais de um dia."Há seis anos estamos nos preparando para este momento. Este julgamento é o mais importante do processo, porque vamos esclarecer a chacina", disse Cristina Leonardo, advogada de acusação. Segundo ela, "haverá surpresas", como o surgimento de outras pessoas envolvidas no caso. Cristina informou que o último julgamento relativo à chacina ocorreu há três anos.Na madrugada de 30 de agosto de 1993, cerca de 40 homens armados foram à Favela de Vigário Geral, na zona norte, para vingar a morte de quatro PMs no dia anterior. Entre os mortos, oito eram de uma mesma família e foram assassinados dentro de casa, diante de cinco crianças. Sete pessoas morreram quando conversavam em um bar e outras seis em ruas da favela. A chacina é considerada a pior ocorrida no Rio de Janeiro.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.