Mais quatro clandestinos africanos detidos em Recife

Mais quatro africanos chegaram clandestinamente ao Recife, aumentando para 20 o número de clandestinos daquele continente que entraram no País, pelo Porto do Recife, a bordo de três navios, nos últimos seis meses. Deste total, apenas dois - vindos da Costa do Marfim - conseguiram regularizar sua situação, obtendo asilo político do governo brasileiro. Nohan Benehessa, de 17 anos, Daouda Traore, de 27 anos e Nohan Kaba, 19 anos, nascidos na República da Guiné, e osenegalês Ibrahima Sory Bangoura, 25 anos, foram detidos na manhã de ontem, pela Polícia Federal, ao desembarcarem donavio de bandeira maltesa Inzhenea Plavinksiy, no qual embarcaram escondidos no porto de Conacry, na República da Guiné. A tripulação descobriu a sua presença já em águas pernambucanas e avisou o Porto do Recife. O navio deixou a Nova Guiné no dia primeiro, carregando cerca de 6,5 toneladas de açúcar, e atracou anteontem. Osclandestinos se alimentaram de biscoitos e água durante a viagem e disseram pensar que iam para a Europa. Eles vão responder a processo administrativo e serão repatriados. De acordo com a assessoria de comunicação social da Polícia Federal, os quatro poderão retornar à África junto com outros 14 que estão em situação ilegal no Estado e aguardam a repatriação. Oito deles, também da Nova Guiné, chegaram em novembro do ano passado no navio de bandeira chinesa Tu King (onde também viajaram os que fugiam da guerra na Costa do Marfim). Seis acusaram a tripulação de tê-los espancado e jogado ao mar quando descobertos. Eles foram resgatados por pescadores. Os outros dois pularam da embarcação ao perceber o conflito com os companheiros e nadaram até a costa. O comandante da tripulação permaneceu preso no Recife até a semana passada, e agora aguarda o julgamento em liberdade. Em janeiro, outros seis africanos, vindos Nigéria, viajaram clandestinos no Anagle Eagle, de bandeira grega.

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