Mais seis africanos chegam ao Recife como clandestinos

Seis africanos - um deles de menor - que viajavam como clandestinos no navio de bandeira grega Anagel Eagledesembarcaram no início da tarde de ontem no Porto do Recife. Eles foram recebidos por uma equipe da Polícia Federal elevados à sede do órgão para prestar depoimentos dentro de um processo administrativo de repatriação. Quatro dos clandestinos são liberianos e dois nigerianos. De acordo com a assessoria da PF em Pernambuco, os estrangeirosafirmaram ter a intenção de tentar uma vida melhor na Grécia. A tripulação descobriu cinco deles a bordo na terça-feira e avisouas autoridades brasileiras. Um outro foi encontrado posteriormente. A escala no Recife tem por objetivo abastecer a embarcação de açúcar. O navio chegou anteontem à noite, mas só atracou ontem devido à inspeção pela Agência de Vigilância Sanitária. Elesdesembarcaram depois de examinados e vacinados contra gripe e febre amarela e ainda iriam se submeter a exame de corpodelito no Instituto de Medicina Legal (IML). Os liberianos Samuel David, 14 anos, Jeff Esiedesa,26, Mark Thompson, 36 e Frederick Collins, 24, e os nigerianos ChukwuIbiam, 34 e Boniface Okoye,28, esconderam-se perto da caixa de máquinas e no porão do navio. Eles deverão ficar em um hotelpago pela empresa que agenciou o navio, Williams Serviços Marítimos Ltda. A repatriação deve ocorrer em um prazo de 20 a 25 dias. Em dois meses, 16 africanos chegaram clandestinamente ao Recife. Os outros 10 vieram no navio de bandeira chinesa Tu King, em novembro. Seis deles foram jogados ao mar pela tripulação, quando descobertos. Eles foram resgatados por pescadores a sete quilômetros da costa. Dois se jogaram e conseguiram nadar até o continente e os outros desembarcaram quando o navio atracou, sem serem percebidos, e se entregaram espontaneamente à Polícia Federal. Estes são da Costa do Marfim e fugiam da guerra. Os outros vieram da República da Guiné e disseram fugir da fome e da miséria. Os 10 ainda estão no Recife, aguardando apreciação do pedido de refúgio feito ao governo brasileiro, que deve ser julgado em fevereiro. O comandante do navio está preso, aguardando julgamento por tentativa de homicídio.

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