Mais tempo para pedestre na Paulista

Travessia passa a demorar entre 30 e 45 segundos

Humberto Maia Junior, SÃO PAULO, O Estadao de S.Paulo

13 Agosto 2008 | 00h00

Dominica Mayor Andrés, de 79 anos, bengala na mão esquerda e a mão de uma enfermeira na direita, andava a passos lentos ao atravessar a Avenida Paulista, próximo do cruzamento com a Alameda Joaquim Eugênio de Lima, segunda-feira à tarde. Mas conseguiu. No ano passado, a travessia não seria tão simples: vários semáforos não davam tempo para o pedestre. Com a reforma da Paulista, 21 sinais foram instalados no meio dos quarteirões. A medida teve como objetivo aumentar a segurança. Anteriormente, as faixas ficavam próximas dos cruzamentos. A mudança também deu mais tempo de travessia: em alguns locais chegou a dobrar. O tempo médio fica entre 30 e 45 segundos. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), isso varia conforme o semáforo e o horário. A antiga localização causava problemas aos pedestres: quem queria cruzar a Paulista no sentido Jardins-centro perto da Joaquim Eugênio de Lima, por exemplo, tinha 15 segundos para chegar do outro lado. O semáforo ficava aberto aos pedestres no sentido Paraíso, mas fechava no sentido Consolação. Quem não conseguia completar o percurso, tinha de esperar na faixa central. O deslocamento das faixas corrigiu a anomalia: o tempo médio de travessia é de 30 segundos: 25 segundos de luz verde e 5 de vermelho piscante, quando não é recomendável a travessia. Em pontos mais movimentados, como próximo do cruzamento com a Avenida Brigadeiro Luís Antônio e na frente do Conjunto Nacional, o tempo é de cerca de 45 segundos - com cinco de vermelho piscante. Para Dominica, a mudança foi boa. "Melhorou muito", disse ela, que mora há 40 anos na Joaquim Eugênio de Lima e sofre de Mal de Parkinson. Anteriormente, recordou, era comum recorrer "a um pique" para concluir a travessia. Mas conseguia correr? "Às vezes eu precisava." O advogado Fabio José da Costa, de 27 anos, que sofreu paralisia infantil, precisa de muletas para andar. Mas disse não ter dificuldades para atravessar a Paulista na frente do Conjunto Nacional, local em que trabalha, onde o pedestre tem cerca de 45 segundos. "O tempo é suficiente." Elizabeth Merkel, de 76 anos, disse não ter visto melhora com a mudança nos semáforos da avenida. "Ainda tem de acelerar o passo, principalmente as pessoas mais idosas."

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