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Mais um CDP adere à megarrebelião em São Paulo

Os presos da Penitenciária I de Serra Azul, no interior de São Paulo, também estão rebelados, segundo a Secretaria de Administração Penitenciária. O motim começou por volta das 16h30 deste sábado, 13, quando os detentos fizeram um agente penitenciário refém. Não há informações sobre feridos. A penitenciária tem capacidade para 768 presos mas abriga 962 detentos.O motim na penitenciária de Itirapina foi controlado no final da tarde deste sábado. Com isso, são 20 unidades prisionais rebeladas em todo o Estado de São Paulo. Além de Serra Azul, presos das unidades de Ribeirão Preto, Pirajuí, Araraquara, Flórida Paulista, Lucélia, Lavínia, Mogi das Cruzes, Suzano, Marabá Paulista, Campinas, Diadema, Franco da Rocha, Riolândia, Potim, Presidente Prudente, Irapuru, São José do Rio Preto, Paraguaçu Paulista e do CDP de Osasco estão rebelados. As rebeliões em Iaras, Avaré e Guareí também foram controladas nesta tarde, segundo informou a Secretaria de Administração Penitenciária. Em Lavínia, apenas os detentos da Penitenciária I estão rebelados. Eles fizeram um refém. No CDP de São José do Rio Preto, os amotinados impediram as visitas de sair da unidade. Em Paraguaçu Paulista, há 3 reféns; em Irapuru, 5; em Lucélia, 8; em Marabá Paulista, 2; em Presidente Prudente, 6; em Riolândia, 12; em Ribeirão Preto, 9 ; em Pirajuí, 10, em Mogi das Cruzes, 6; e em Diadema, 9. Em Flórida Paulista, não foram feitos reféns. Não há informações sobre reféns nas outras unidades rebeladas.MarcolaO líder da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, já está na Penitenciária de Presidente Bernardes, sob regime diferenciado de detenção. Conversas telefônicas entre detentos de penitenciárias da região noroeste do Estado, grampeadas pelo Departamento de Polícia do Interior (Deinter-5), de São José do Rio Preto, identificaram que a ordem dos ataques a PMs na madrugada deste sábado foi dada por . Marcola também teria ordenado a rebelião na Penitenciária de Valparaíso, onde 951 detentos estão dormindo ao relento porque o presídio teve suas dependências internas totalmente destruídas. Plano Em entrevista coletiva neste sábado, o governador de São Paulo, Claudio Lembo, afirmou que sabia, desde a noite de quinta-feira, que os criminosos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) planejavam ataques e várias medidas foram tomadas, o que teria evitado um número maior de mortos. Ao todo foram 55 ações, entre a noite de sexta-feira e manhã de sábado em todo o Estado, contra bases, veículos e policiais da Polícia Militar, Polícia Civil, Guardas Civis e da Administração Penitenciária, que resultaram em 30 mortes.AtaquesOs 55 ataques a delegacias e policiais do Estado de São Paulo organizados pela facção entre a noite de sexta-feira, 12, e a manhã deste sábado, deixaram pelo menos 30 mortos, sendo dois civis, segundo balanço parcial divulgado pela Secretaria de Segurança Pública do Estado.Desses ataques, 28 foram feitos contra a Polícia Militar, 20 contra a Polícia Civil, quatro deles contra a Guarda Civil Metropolitana e três ataques contra a Secretaria de Segurança Pública. Das 30 pessoas assassinadas, onze eram policiais militares, cinco da Polícia Civil, três eram da GCM, quatro agentes penitenciários e dois eram civis e cinco eram bandidos. Dezesseis pessoas foram presas.Movimento só perde para 2001Esta é a segunda maior ocorrência de rebeliões simultâneas na história do Estado. Em fevereiro de 2001, 25 presídios e 4 cadeias participaram de motins organizados pelo PCC. O movimento deixou pelo menos 16 presos mortos e teve a participação de 25% dos 94 mil detentos do Estado.

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