Mais um dia de tumulto em Florianópolis

O caos imperou no final da tarde de ontem (Quinta-feira) em Florianópolis, no quarto dia de manifestações contra o aumento de 15,6% nas tarifas do transporte coletivo. O ponto alto dos protestos ocorreu por volta das 17 horas, quando cerca de 3 mil pessoas interditaram as pontes que unem a Ilha ao Continente, impedindo por quase meia hora a saída e a chegada de veículos à cidade. O fechamento das travessias durou menos de meia hora, mas os engarrafamentos se estenderam até as 19 horas.Depois da reabertura das pontes, o grupo fechou a avenida Paulo Fontes nos dois sentidos, em frente ao Terminal Integrado do Centro (Ticen). O movimento só perdeu força, porque uma forte chuva dispersou os manifestantes, a maioria estudantes. Eles promoveram passeatas pela área central da cidade durante toda a tarde. Bloquearam a avenida em frente à Assembléia Legislativa e os dois túneis que levam aos bairros da região sul da Ilha.Os estudantes tentaram várias vezes invadir o Ticen, mas foram impedidos pelos seguranças do local. Apesar dos protestos e dos engarrafamentos, os ônibus circularam normalmente em todos os terminais que compõem o sistema integrado de transporte. Vinte veículos foram depredados e três incendiados desde segunda-feira. A Polícia Militar acompanhou de perto os protestos, garantindo a segurança e negociando com os manifestantes. Situação bem diferente à de ontem, quando os policiais entraram em confronto com 1,5 mil estudantes, chegando a lançar bombas de efeito moral contra eles.Os manifestantes prometem acabar com os protestos somente após a redução das tarifas, mas a prefeitura não está disposta a ceder. A prefeita Angela Amin (PP) diz que o reajuste foi 50% menor que o avaliado pela perícia judicial: "Poderíamos reajustar em 30%, mas a população não teria condições de arcar com o valor." A prefeita acredita que as manifestações são motivadas por questões políticas.

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