Fredsom Souza|Estadão
Fredsom Souza|Estadão

Mais uma criança morre; sobe para 10 nº de mortos em ataque a creche

Thallyta Vitória de Oliveira Barros, de 4 anos, morreu em hospital de Belo Horizonte na manhã deste sábado, 7

Leonardo Augusto, Especial para O Estado

07 Outubro 2017 | 11h58

SÃO PAULO - A menina Thallyta Vitória de Oliveira Barros, de 4 anos, morreu no hospital João XXIII, em Belo Horizonte, na manhã deste sábado, 7.  Ela estava internada em Montes Claros, também na Região Norte, e foi transferida para capital mineira. As informações são do Corpo de Bombeiros.

Além de Thallyta, Mateus Felipe Rocha Santos, de 5 anos, também estava internado na mesma cidade e foi transferido para Belo Horizonte. Com a morte da menina, sobe para dez o número de óbitos na tragédia em Janaúba, em que morreram também uma professora e o vigia, que ateou fogo no corpo, nas crianças e provocou o incêndio. Treze vítimas estão internadas em estado gravíssimo.

Doze crianças e duas mulheres seguem internadas em hospitais de Belo Horizonte. No hospital João XXIII, há duas mulheres e nove crianças em estado grave. No hospital Odilon Behrens, três crianças. 

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) abriu três inquéritos e um procedimento para investigar o incêndio. Uma das apurações tem o objetivo de verificar se o vigia, Damião Soares dos Santos, tinha problemas psicológicos.

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Conforme a promotoria, em junho de 2014 Damião foi ao MP em Janaúba "com a finalidade de informar que suspeitava de que sua mãe adicionava substâncias tóxicas à sua comida". Ainda segundo a promotoria, "estudo social solicitado pelo MPMG, contudo, apontou que o núcleo familiar era regular, mas que ele apresentava disfunção de consciência".

Segundo informações da Polícia Civil, perfil psicológico traçado em perícia médica da corporação apontou diagnóstico semelhante para o caso. Outro inquérito do MP vai investigar se a casa em que a creche funcionava possuía "segurança estrutural, plano de fuga e estratégia de combate à incêndios adequados". Reportagem publicada pelo Estadão mostrou que a creche não tinha alvará de funcionamento.

A promotoria abriu inquérito também para "garantir a assistência material e psicológica às vítimas e suas famílias quanto aos danos e agravos sofridos". Já o procedimento aberto pelo MP será para apurar necessidades que as crianças terão a partir da tragédia.

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Por volta das 9 horas de quinta-feira, 5, o vigilante Damião Soares dos Santos, de 50 anos, entrou na unidadeatirou material inflamável contra as crianças e no próprio corpo, e ateou fogo, que se alastrou rapidamente. Em meio ao tumulto, as pessoas tentavam apagar o incêndio com baldes de água e resgatar as vítimas das chamas e da fumaça.

Veja quem foram as vítimas

Crianças

Juan Pablo Santos, 4 anos

Luiz Davi Rodrigues, 4 anos

Ruan Miguel Silva, 4 anos

Ana Clara Ferreira Silva, 4 anos

Renan Nicolas Silva, 4 anos

Cecília Davina Dias, 4 anos

Yasmin Medeiros Sabino, 4 anos

Thallyta Vitória de Oliveira Barros, 4 anos

Adultos

Heley Abreu (professora), 43 anos

Damião dos Santos, 50 anos 

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