Mais uma empresa nega ter prestado serviços

BRASÍLIA

Leandro Colon, O Estado de S.Paulo

01 de setembro de 2011 | 00h00

Mais uma empresa citada como prestadora de serviço do convênio de R$ 6,2 milhões entre o Ministério do Esporte e os cartolas afirma que jamais foi contratada. A Closer Soluções Inteligentes e Consultoria Empresarial é mencionada na documentação obtida pelo Estado como responsável pelo fornecimento de mão de obra, incluindo atendentes, supervisores e coordenadores, para o cadastramento das torcidas organizadas no País.

O nome da empresa aparece no extrato da proposta do convênio como executora dos serviços e também nos orçamentos enviados pelo Sindafebol, a entidade dos cartolas, ao Ministério do Esporte. Receberia, de acordo com a documentação, R$ 1,3 milhão dos cofres públicos, com a intermediação do sindicato. A Closer, porém, afirma que não chegou a ser contratada.

"Enviamos uma proposta no final do ano passado e há alguns meses tentamos contato para informarmos sobre a possibilidade da execução dos serviços e nos foi informado que outra empresa efetivaria o trabalho. Vale reiterar que não tivemos qualquer contrato assinado entre as partes", disse, em nota enviada à reportagem.

"Infelizmente não tenho conhecimento de qual empresa foi escolhida para a execução do trabalho. Apenas nos informaram que declinaram de nossa proposta", informou o diretor da empresa, Rodrigo Godói.

Na reportagem do Estado publicada ontem, uma outra empresa, a Mowa Sports, disse o mesmo. O nome da Mowa é mencionado pelo sindicato como uma subcontratação por R$ 3,3 milhões para desenvolver o software do cadastramento, locação de equipamentos eletrônicos, entre outras coisas. A empresa afirmou que não assinou contrato com o sindicato. "A Mowa Sports não emitiu nenhuma nota fiscal nem recebeu nenhum pagamento relacionado ao assunto", informou a empresa, em nota, acrescentando que tinha interesse em participar do projeto, mas "deixou de ser procurada" pelos responsáveis.

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