Mais uma vítima de febre amarela em Minas

A Secretaria de Saúde de Minas informou nesta quinta-feira que subiu para nove o número de mortos em razão da febre amarela silvestre na região centro-oeste do Estado, desde o dia 23 de janeiro. Todas as vítimas tiveram comprovação laboratorial da doença, enquanto se aguardam os resultados de exames de outras quatro pessoas que também morreram com sintomas da febre amarela, o que pode elevar o total de óbitos para 13. Segundo a Secretaria, foram registrados, até o momento, 34 casos suspeitos ou confirmados da doença, incluindo as vítimas fatais, sendo que todos os pacientes teriam contraído a doença na área rural de oito municípios do centro-oeste mineiro, localizados no Vale do Rio Pará. De todos, em 13 houve comprovação da presença do vírus amarílico, por meio de testes da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, no Rio. Os 21 restantes continuam sendo investigados. A 13ª vítima, que também teve confirmação laboratorial da doença, foi Paulo Belém, de 31 anos. Ele morreu na madrugada desta quinta-feira no hospital Vera Cruz, em Contagem, onde morava. De acordo com a secretaria, Belém passou o Carnaval na cidade de Leandro Ferreira, campeã no número de óbitos até agora (8). Ao retornar à região metropolitana da capital, no dia 1º deste mês, ele vacinou-se contra a febre amarela em um posto de Contagem, mas a doença já se havia instalado. "A vacina faz efeito apenas dez dias depois de ser aplicada", adverte a superintendente de Epidemiologia da Secretaria mineira, Valéria Rodrigues. Nesta quinta-feira, os 127 postos de vacinação e centros de saúde de Belo Horizonte continuaram imunizando a população da capital, onde se calcula que mais de 80% dos moradores já tenham recebido doses da vacina, ou agora ou nas campanhas realizadas em 1999 e 2000.

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