Maluf considera impugnação 'injusta' e diz que vai recorrer

Um dia depois de ter a candidatura à reeleição impugnada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com base da Lei da Ficha Limpa, o deputado Paulo Maluf (PP-SP) fez campanha ontem em Bauru e Agudos. "É uma decisão injusta, porque eu tenho 43 anos de vida pública e não tenho nenhuma condenação penal."

Fausto Macedo e Jair Aceituno, Especial Para o Estado, O Estado de S.Paulo

25 de agosto de 2010 | 00h00

Maluf disse que vai recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, se necessário, ao Supremo Tribunal Federal (STF).

"Pela lei eu posso ser candidato. Ela impede a candidatura de quem tenha condenação que tenha transitado em julgado por tribunal superior, e a minha não transitou, porque tem um efeito suspensivo, um embargo infringente. O julgamento não terminou e eu posso ser inocentado."

Maluf afirmou que "a acusação de que houve um prejuízo para a Prefeitura de R$ 22 mil é ridícula". Segundo ele, a Lei da Ficha Limpa diz que precisa haver dolo. "Não dá para acusar o Paulo Maluf de ter enriquecido com a compra dos frangos."

O procurador regional eleitoral Pedro Barbosa Pereira Neto disse que não se sente frustrado com o fato de o ex-prefeito continuar fazendo campanha.

"Ainda que sub judice o candidato tem o direito de fazer campanha. Mas a decisão do TRE tem um significado importante pelo que simboliza o político em questão", afirmou.

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