Manaus evolui no IDHM, mas continua em último lugar

Região apresenta disparidade sobretudo de renda; são encontradas unidades com renda média de R$ 7 mil e outras com R$ 170

Marcos Moraes, Especial para O Estado

25 de novembro de 2014 | 20h09

MANAUS - Nem o avanço do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,585, em 2000, para 0,720 neste ano tirou Manaus do último lugar entre as 16 regiões metropolitanas do Brasil pesquisadas no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). A zona é composta por sete municípios, além da capital: Careiro da Várzea, Iranduba, Itacoatiara, Manacapuru, Novo Airão, Presidente Figueiredo e Rio Preto da Eva. Juntas, as oito cidades têm área de 101.475 km².

Em 2000, Manaus tinha índice de 0,585 ponto e já estava no fim da lista. Em 2010, a diferença entre São Paulo, a região metropolitana de IDHM mais elevado, e a do índice mais baixo (Manaus) caiu de 22,1% para 10,3%, havendo diminuição da desigualdade. No início da década passada, somente o município de Presidente Figueiredo tinha IDH avaliado como “baixo”. Manaus e os outros sete municípios da região metropolitana foram classificados com índice “muito baixo”.

Dez anos depois, as cidades de Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva e Iranduba avançaram e conquistaram classificação de IDH médio. Contudo, em 2010 os outros cinco municípios da região metropolitana de Manaus foram classificados com o índice “baixo”.

O IDHM geral de Manaus no fim da década era de 0,720, o que fez a área passar da faixa de “baixo” para “alto”.

Renda. Manaus apresenta disparidade sobretudo de renda. São encontradas Unidades de Desenvolvimento Humano (UDHs) com renda per capita média mensal de mais de R$ 7 mil, enquanto em outras áreas não chega a R$ 170. Na capital, o valor mínimo é de R$ 169,10. O mais alto é de R$ 7.893,75, segundo a pesquisa.

Na Educação, em 2000, o índice era de 0,414, passando, em 2010 para 0,636. O IDHM Longevidade era de 0,730 e, em 2010, passou para 0,812. Já o IDHM Renda era de 0,661, chegando a 0,724. Entre 2000 e 2010, a dimensão que mais evoluiu, em termos absolutos, foi o da educação, que registrou um avanço de 0,222.

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