Manaus recolhe seringas contaminadas

A Secretaria Estadual de Saúdo do Amazonas (Susam) mandou recolher, nesta quarta-feira, 48 mil seringas descartáveis com suspeita de contaminação que estavam sendo usadas no Hospital Universitário Getúlio Vargas, mantido pelo governo federal. As seringas pertenciam a um lote comprado em outubro do ano passado.A suspeita de contaminação surgiu no início de fevereiro, quando as enfermeiras do hospital notaram que estavam com dificuldade para utilizar as seringas. Elas entupiam constantemente e impediam a passagem do medicamento pela agulha.Somente no início de março um exame mais atento encontrou um líquido viscoso, meio amarelado, na ponta das seringas suspeitas, que, mesmo assim, eram usadas em todos as enfermarias.O fato foi então denunciado à Secretaria Estadual de Saúde e à Comissão Estadual de Vigilância Sanitária (Covisa) que, após examinarem as seringas, determinaram o recolhimento de todo o lote. O secretário estadual de Saúde, Francisco Deodato, prometeu investigar todos os hospitais públicos de Manaus ainda nesta quarta-feira em busca de outros lotes de seringas com suspeita de contaminação.As seringas foram compradas pelo Hospital Universitário Getúlio Vargas através da empresa S. Sobral Distribuidora. Esta, por sua vez, havia adquirido o lote do próprio fabricante, a empresa amazonense SR Produtos Hospitalares. Convocados pela Susam, os fabricantes alegaram, a princípio, que as seringas suspeitas eram falsificadas. Mas não souberam explicar como se encontravam dentro de autênticas embalagens da empresa, todas com lacres de segurança verdadeiros e inviolados.A direção do hospital não tem conhecimento de qualquer caso de paciente contaminado pelas seringas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.