Mancha Verde discute os conflitos entre o bem e o mal

Com um enredo sobre profecias e conflitos entre o bem e o mal, a quarta escola a desfilar no sambódromo do Anhembi foi a Mancha Verde. A campeã da Liga Esportiva das Escolas de Samba em 2006, entrou na avenida com 3.500 componentes, 21 alas e cinco carros alegóricos. Apesar da dramatização em alguns carros alegóricos, a apresentação na avenida não empolgou a platéia. Em alguns momentos, o som da bateria foi prejudicado com o volume alto de um órgão sintetizador. A agremiação trouxe no carro abre-alas o símbolo da escola, o ´mancha´, com cavalos representando o cavaleiro do apocalipse. O carnavalesco Claudio Cavalcante abriu mão das plumas para confeccionar as fantasias deste ano e adotou fantasias simples. Destaque para a rainha da bateria, a modelo Viviane Araújo, que entrou na avenida carregada em um andor, com uma fantasia que representava o fogo. Em seguida, após o recuo da bateria, foi a vez da ala das baianas. Destaque também a porta-bandeira mais nova do Grupo Especial que é uma garota 16 anos. A escola, que não concorre ao título por estar na categoria esportiva, representa vários bairros de São Paulo, entrou na avenida rezando a oração ave-maria e dedicou o desfile ao menino João Hélio Fernandes, de 6 anos. Ele morreu na noite do dia 7 de fevereiro, após ser arrastado por cerca de sete quilômetros por bandidos que roubaram o carro de sua mãe, na zona norte do Rio. O garoto ficou preso ao cinto de segurança, do lado de fora do veículo.

Agencia Estado,

18 Fevereiro 2007 | 03h43

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