Mandantes de ataques a ônibus no ES estão desaparecidos

Uma sindicância da Secretaria de Justiça do Espírito Santo investiga o desaparecimento de dois presidiários identificados como mandantes de ataques a ônibus no Estado. O sumiço foi constatado dia 14 e o governo não sabe ainda se os presos, cujos nomes estão sob sigilo, fugiram ou estão escondidos dentro da Casa de Custódia de Viana. O governo estadual informa que 20 envolvidos nos crimes foram identificados. Onze estão presos.A unidade abriga 600 detentos em um pavilhão, já que os outros três estão em obra. Este ano, oito ônibus foram incendiados. No caso mais recente, o cobrador e o motorista foram agredidos. O governador Paulo Hartung classificou o episódio como "ato terrorista".GreveO desaparecimento dos detentos é apenas um elemento a mais na crise da segurança pública capixaba. Ontem a Polícia Civil iniciou uma greve geral, paralisando suas atividades por tempo indeterminado.Para evitar que a Justiça declare a greve ilegal, como aconteceu na paralisação da semana passada, 30% do efetivo da Polícia Civil atuará nos serviços essenciais. Os policiais estão insatisfeitos com o reajuste de 8% oferecido pelo governo estadual. A PM também não aceita o índice e, como protesto, realizou esta semana uma operação-padrão, retirando das ruas grande parte dos carros da frota da corporação.AjudaDiante desse quadro, Hartung solicitou, no dia 13, ao ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, que a Força Nacional de Segurança seja colocada de prontidão para uma eventual ação no Espírito Santo. Estão mobilizados 400 policiais de elite de diversos Estados. O governo capixaba informou que a força será acionada apenas se houver um fato novo e de extrema gravidade. A situação é avaliada diariamente pela cúpula da Segurança Pública.A presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, Iriny Lopes (PT-ES), no entanto, enviou ofício ao Ministério da Justiça, pedindo que a Força Nacional não seja enviada ao Espírito Santo. Em vez disso, ela quer o emprego de uma equipe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na investigação dos ataques aos ônibus.O Executivo capixaba nega ter a intenção de usar a Lei de Segurança Nacional e garante que apenas estuda meios jurídicos de tornar mais duras as punições aos responsáveis pelos incêndios dos coletivos.

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