Mangueira e Viradouro fecham 1ª noite com empolgação

Portela e Salgueiro também fizeram um desfile luxuoso, no entanto, com menos animação do público

Gustavo Miranda, estadao.com.br

04 de fevereiro de 2008 | 05h38

O primeiro dia de desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro, no sambódromo da Marquês de Sapucaí, começou pouco animado e foi crescendo à medida em que a noite foi chegando ao fim. Mangueira e Unidos do Viradouro, as duas últimas escolas da noite a se apresentar, fecharam o dia entrando para a lista de fortes favoritas na disputa pelo título deste ano. Portela também fez uma apresentação luxuosa e deve seguir de perto as duas agremiações. Saiba como foram os desfiles em SP no 2º diaSaiba como foram os desfiles em SP no 1º diaVeja as melhores imagens dos desfiles em SP Qual escola de samba será campeã em SP?  Qual escola de samba será campeã no Rio?  Tudo sobre as escolas do Rio e os sambas  As melhores imagens do Carnaval pelo Brasil    A proposta da Viradouro era colocar a Marquês de Sapucaí de pernas para o alto. A escola vermelha e branca de Niterói, no Grande Rio, fechou o primeiro dia de desfile na avenida e com o enredo "É de Arrepiar", composto por Paulo César Portugal, Evaldo, Tamiro e Lima de Andrade, e cantou uma multiplicidade de cenas de arrepiar. Ao final do desfile, que foi emocionante e inovador, a escola protestou contra o veto a um carro alegórico que retratava o Holocausto. Os mais de 3 mil componentes da Mangueira parecem ter ouvido a convocação da presidente da escola, Eli Gonçalves, a Chininha. A agremiação, que esteve nos últimos meses sob a mira da Polícia Civil, sob a acusação de envolvimento de diretores com o tráfico de drogas, fez desfile competente, que empolgou o público. Com um carnaval luxuoso, fantasias e alegorias bem acabadas, a Verde-e-Rosa chamou a atenção com o carro Dragões de Momo, cujos dragões soltavam fumaça e havia efeitos de bolhas de sabão. O carnavalesco Max Lopes surpreendeu, desfilando no carro Maracatu. O nome dele não estava entre os de destaques anunciados pela escola.  A Portela apresentou carros alegóricos bonitos, fantasias bem acabadas e muitas mulheres daquelas de levantar o sambódromo (a rainha da bateria, Adriana Bombom, no auge da forma, encabeçava a lista de beldades). Cavalos marinhos, recifes de coral, peixes, borboletas, golfinhos e pingüins apareceram em profusão. Os pontos altos foram o carro que trazia um gorila de dez metros de altura, representando a África e sua exuberância natural, e o que mostrava os efeitos dos abusos cometidos pelo homem: uma alegoria toda marrom, sem vida. Um buraco observado na metade final do desfile, provocado pelo atraso na entrada de um carro, pode prejudicar a escola.  Com o enredo sobre o Rio, o Salgueiro retratou a emoção que os portugueses sentiram ao chegar pela primeira vez à cidade. Este ano, a escola vermelha e branca apostou na irreverência e originalidade para contar as belezas cidade maravilhosa. Tanto que a comissão de frente trouxe portugueses que chegaram ao Brasil em uma banana boat e já enlouquecidos com o tempero da mulher brasileira. Com bastante luxo na avenida, escola apresentou um carro que representava o sol e contava com 500 metros de cabos com luz neon. Outra alegoria representou os Arcos da Lapa, símbolos da boemia carioca. A zona norte do Rio, região mais pobre da cidade, também esteve representada na última alegoria. Diretores da escola, vestidos com uniformes similares aos da Guarda Municipal, fizeram a festa e ajudaram a manter em cima a harmonia da escola.  As duas primeiras escolas do dia não empolgaram tanto. A Porto da Pedra aproveitou o centenário da Imigração Japonesa para fazer uma bonita, mas sem empolgação. Mais de mil descendentes de japoneses desfilaram na escola, fantasiados de samurais, ninjas, gatos da sorte e sushimen. Um dos mais belos carros era o que representava o bairro da Liberdade, reduto de japoneses em São Paulo. A São Clemente tentou, mas não empolgou as arquibancadas com enredo sobre os 200 anos da chegada da família real Portuguesa ao Brasil. A chuva forte que atingiu a cidade deu trégua no início do desfile.

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