Mangueira encerra carnaval com música para todos os gostos

Homenagem aos ritmos brasileiros teve a participação de artistas como Carlos Lyra e Milton Nascimento

Gabriel Vituri - estadao.com.br,

16 de fevereiro de 2010 | 05h14

Escola verde e rosa encerrou desfiles no Rio com grande homenagem a ritmos brasileiros

 

RIO - A Mangueira, uma das mais tradicionais escolas de samba do Brasil, encerrou o carnaval deste ano no Rio com música brasileira de todos os tipos, todos os gostos e todas as épocas.

 

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Sob o enredo "Mangueira é música do Brasil", a escola prestou uma grande homenagem a todos os ritmos do País, de Villa Lobos ao velho rock. O maestro apareceu logo na comissão de frente, representado no piano, pouco atrás de sambistas que cantavam com a alegria que Cartola um dia cantou.

A promessa de Jaime Cezário, um dos carnavalescos da Mangueira, era fazer um desfile para emocionar o público. "A música tem o poder de marcar nossa vida. Quem não tem uma música que lembra um momento especial?"

 

Momentos marcantes na história do Brasil foram lembrados. A bateria, por exemplo, era composta por artistas censurados e militares, representando a repressão durante a ditadura. Geraldo Vandré, ícone da luta contra o regime militar, foi lembrado na ala "Pra não dizer que não falei das flores". A mesma linha foi seguida pelo carro da censura, que mostrava, de forma incisiva, o terror causado pela ditadura.

 

No carro da Bossa-Nova, Carlos Lyra fez sua participação, assim como Milton Nascimento, que desfilou na ala do Clube da Esquina, movimento musical nascido em Minas Gerais na década de 60. O rock também não poderia deixar de fazer sua apresentação; o rei Roberto e a Jovem Guarda estiveram bem representados, e Raulzito, brasileiríssimo, também ganhou espaço no desfile. Os Novos Baianos e o Hip-hop foram lembrados, como não poderia deixar de ser.

 

Militares e censurados foram representados na bateria da escola

 

Houve um princípio de incêndio no carro abre-alas, mas o incidente não passou de um susto e, ao que tudo indica, foi só mais uma forma de incendiar e misturar todos os ritmos, coreografias e cores, integrados ao verde e rosa da Mangueira. A grande ausência no desfile foi a mangueirense Beth Carvalho. De acordo sua a assessora, Susana Ribeiro, a cantora está em repouso por causa de uma fissura na região sacra (na parte final da coluna).

  

(Com Agência Estado)

 

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