Mangueira escolhe rainha na 4ª

Escola, que só se rendeu ao apelo das celebridades no carnaval passado, definiu 9 concorrentes, todas famosas

Márcia Vieira, O Estadao de S.Paulo

10 de novembro de 2007 | 00h00

A Mangueira capitulou. Em 2007, depois de duas décadas fazendo um concurso entre meninas da comunidade para escolher a rainha de bateria, a musa da vez foi Preta Gil, filha do ministro Gilberto Gil. Para 2008, a escola faz suspense. A atriz Flávia Alessandra e Gracyanne Barbosa, dançarina do Tchakabum e atual mulher do pagodeiro Bello, estão no páreo. O presidente da bateria, Ivo Meirelles, diz que são nove pretendentes ao posto. Todas famosas. A eleição da rainha ocorre na quarta-feira.Meirelles assume que a decisão de descartar as musas anônimas foi dele. "É muito bonitinho ter a menina da favela como rainha. Mas é tudo hipocrisia. Ninguém deu destaque. Não saiu em nenhuma revista", diz. "Bastou a gente chamar a Preta que foi a maior fofocada."A presença de celebridades aumenta o cachê da bateria em apresentações pré-carnavalescas. "Hoje a bateria ganha uns R$ 10 mil para tocar por uma hora num show. Com uma rainha famosa, mesmo que ela não esteja na apresentação, posso negociar pelo menos o dobro", diz Meirelles. A rainha, seja ela quem for, já sabe que terá que comparecer aos ensaios e a algumas apresentações."Tudo é conversado antes de ela entrar na disputa. A rainha tem compromissos com a escola. Se, depois do carnaval, ela vai estar mais famosa, vai negociar melhor o contrato com uma TV ou fechar uma série de comerciais, a escola tem de lucrar também."

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