Mangueira foi ao casamento de Beira-Mar, por ''''amizade''''

O presidente da Mangueira, Percival Pires, admitiu ontem ser amigo de Jacqueline Alcântara de Morais, presa dia 22 pela Polícia Federal, acusada de comandar o esquema de tráfico de drogas do marido, Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. Pires a descreveu como "querida amiga" e "mangueirense gentilíssima e maravilhosa, que sempre esteve presente, prestigiando a escola". Uma foto divulgada pela PF mostra Pires entregando uma placa de homenagem a Jacqueline. Ele confirmou a entrega do título, em 20 de outubro, na festa pelo casamento dela e Beira-Mar, no Condomínio Rio Mar, na Barra da Tijuca. Beira-Mar, que cumpre pena na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS), não foi à festa. "Recebi o convite da nossa Jacqueline. Não recebi convite do Fernandinho Beira-Mar", afirmou Pires. "Eu tive oportunidade de recebê-la na quadra em vários eventos. Até aquele momento, ela era uma pessoa íntegra, legal como todos. Depois aconteceu isso (a prisão)." Ele contou que o casal pagou R$ 2,5 mil pela presença de 18 ritmistas e passistas da escola. Segundo ele, Jacqueline nunca fez doações à Mangueira. Mas o diretor jurídico da escola, Nélio Andrade, disse que ela doou 50 cestas básicas no ano passado. Andrade é seu professor no curso de Direito na Universidade Cândido Mendes. Pires negou que o traficante Marcelo da Silva Leandro, o Marcelinho Niterói, tenha negociado a ida da escola à festa do casal. "Recebi o pedido da Jacqueline, que foi uma das convidadas de uma feijoada beneficente na quadra promovida pela atriz Isabel Filardis." A assessoria de Isabel confirmou a festa, mas negou que a atriz tenha convidado Jacqueline.

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