Manhã foi dividida entre aliados e a família

Entre 8h15 e 9h15, petista participou de café da manhã com políticos, falou à imprensa e votou; depois, visitou a filha

Elder Ogliari / PORTO ALEGRE, O Estado de S.Paulo

01 Novembro 2010 | 00h00

Dilma Rousseff começou o dia em que foi eleita presidente da República em Porto Alegre, onde deu início à sua carreira política. Das 8h15 às 9h15, a petista participou de um café da manhã com aliados, fez um breve pronunciamento à imprensa e votou. No restante da manhã, evitou os passeios e também os jornalistas para ficar na companhia de familiares.

Ao chegar ao Hotel Plaza São Rafael, no centro de Porto Alegre, para encontro com cerca de 200 apoiadores, a ex-ministra-chefe da Casa Civil adiantou a intenção de governar com aliados, mas conversando com todas as forças políticas do País.

"Se Deus quiser e o povo brasileiro me der seu voto e eu for eleita, a partir de amanhã eu acho que começa uma nova etapa da democracia", previu. "É exigido que as pessoas que assumam a direção do País tenham um sentido republicano e tenham o compromisso democrático de governar para todos", prosseguiu. "Agora, a minha coligação, a que me trouxe até aqui, é a coligação com a qual eu vou governar", ressaltou. "Eu governarei para todos, conversarei com todos os brasileiros, sem exceção."

Sem perguntas. A manifestação, que não permitiu perguntas, foi o único contato da petista com a imprensa na capital gaúcha. Ao falar com os jornalistas, Dilma tinha a seu lado o governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), e os ex-governadores Olívio Dutra (PT) e Alceu Collares (PDT).

Durante seu pronunciamento, a petista preferiu ressaltar episódios que considerou positivos da campanha e enumerou, genericamente, a manifestação de milhões de brasileiros, como "senhores do processo de direção do País", para definir o novo presidente.

Em seguida, disse que, durante a campanha, ela e seus apoiadores sofreram "calúnias de toda espécie", para sustentar que foram capazes de enfrentá-las e chegar bem à reta final. Também destacou que as atividades de encerramento da campanha foram marcadas para Minas Gerais, seu Estado natal, no sábado, e Rio Grande do Sul, onde trilhou a maior parte de sua trajetória política. "Aqui eu fui recebida quando saí das prisões da ditadura", lembrou.

"Para mim, depois de toda a campanha, é um bálsamo para o espírito encerrar o processo eleitoral entre companheiros e amigos do coração", destacou. Entre os participantes do café estavam filiados ao PT, PDT, PC do B, PSB, PDT e PTB.

Apoio. Depois do evento político, Dilma seguiu para votar no bairro Assunção. Ao chegar, foi saudada com uma chuva de pétalas de rosa e trocou beijos e abraços com simpatizantes. Depois de votar, na mesma seção do governador eleito Tarso Genro (PT), recebeu o abraço de um mesário e gesticulou os dedos para formar o "V" da vitória a pedido dos fotógrafos.

Ao sair, foi protegida por seguranças do tumulto formado por jornalistas e embarcou num automóvel sem falar com conceder entrevista.

No restante da manhã, a presidente eleita preferiu ficar no apartamento da filha única, Paula, e, ao meio-dia, seguiu para a casa do ex-marido. Saiu de lá às 13h15 e seguiu para o aeroporto, onde embarcou para Brasília.

Dilma acompanhou a apuração da eleição ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em todos os seus deslocamentos, a presidente eleita andou em automóveis protegidos por vidros escurecidos e sob a escolta que a Polícia Federal dá a todos os candidatos à Presidência da República.

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