Maníaco de bicicleta já cortou seis mulheres em Itanhaém

Um maníaco de bicicleta está atacando mulheres com um objeto cortante em Itanhaém, na Baixada Santista. Ao todo, seis vítimas já foram feridas quando andavam pela rua, cinco delas durante a noite. A polícia procura o marginal, mas admite que mudanças no perfil dos dois últimos ataques, ocorridos na segunda-feira, 5, confundiram a investigação.O encarregado dos investigadores do 2º. Distrito Policial de Itanhaém, Luciano Basílio, disse que as quatro primeiras vítimas - que foram atacadas nos dias 6, 7, 13 e 28 de fevereiro - descreveram o criminoso como um homem com roupa escura em uma bicicleta escura. Esses crimes também têm em comum o fato de as vítimas terem sido atacadas à noite, entre 20h30 e 22 horas.Porém, peculiaridades do crime mudaram na segunda, quando uma mulher foi atacada de manhã, pelas costas, e por um homem em uma bicicleta clara e que vestia uma camiseta vermelha. "A polícia entende que é um só criminoso, o que acontece é que os boatos chegaram ao ouvido do autor, que para evitar ser reconhecido, pensou em variar a bicicleta e a roupa", explicou Basílio.Segundo o investigador, a outra vítima de segunda também foi atacada pelas costas e por um homem com bicicleta e camiseta brancas. "Mas essa moça percebeu que estava sendo seguida, virou e tentou desfiar, e teve corte superficial nas costas."O investigador disse que essa última vítima não precisou ser suturada, diferentemente das anteriores. "A primeira moça, atacada no dia 6, foi o caso mais grave, com um corte na parte interior do braço, perto das veias, no lado de dentro da articulação do cotovelo", disse.Todas as mulheres foram atingidas no braço ou no ombro. A polícia disse que as descrições das vítimas estão desencontradas e por isso ainda não foi feito um retrato falado do criminoso, que teria usado uma navalha ou estilete nas agressões. "A maior parte dos ataques aconteceram em lugares ermos, com pouca luminosidade. Ele vinha de frente, normal, e perto da vitima é que esticava os braços para cortá-las, o que dificulta na hora da descrição", explicou o investigador.Ele disse ainda que, de concreto, a polícia só tem definido que o maníaco é um homem magro, com cerca de 1,70 metro, e que tem atuado na região dos bairros Chácara Cibratel e Guapiranga.

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