Maníaco do Parque enfrenta outro julgamento

O julgamento do motoboy Francisco de Assis Pereira, o maníaco do parque, acusado de ter assassinado a estudante Isadora Fraenkel, de 19 anos, ocultação de cadáver e estelionato, começou hoje à tarde no 1º Tribunal do Júri no Fórum da Barra Funda, e deverá ser concluído amanhã. O motoboy já cumpre pena que somam 122 anos na penitenciária de Itaí, por crimes de estupro e atentado violento ao pudor contra 11 vitimas. Ele também é acusado em matar 9 mulheres.Isadora, a exemplo do que ocorreu com 10 outras mulheres, foi levada ao Parque do Estado, na zona sul da cidade, e morta por estrangulamento depois de ter sido estuprada por Francisco. Dias depois, o maníaco ateou fogo ao cadáver. Ele atraía as vítimas com falsas promessas de emprego ou de ensaios fotográficos ao Parque do Estado, onde eram violentadas e, em alguns casos, assassinadas.No início do julgamento, o juiz Waldir Galciolari não acolheu o pedido de anulação do laudo de insanidade mental de Francisco, feita pela advogada de defesa Maria Elisa Munhol. Ela argumentou que os peritos haviam trabalhado na fase de inquérito no exame de fimose do réu. O promotor Edilson Bomfim rebateu afirmando que os peritos não são da acusação, nem da defesa. " Eles foram indicados pelo Tribunal de Justiça", afirmou.Em seguida, o juiz sorteou os 7 jurados - cinco homens e duas mulheres. A defesa recusou a indicação de três mulheres e o promotor de dois jovens, um deles por ter o sobrenome Bomfim, o mesmo do promotor. Francisco prestou depoimento ao juiz, confirmando ter violentado Isadora e assassinado a jovem por estrangulamento. Também disse ter levado o talão de cheques da moça e ter utilizado dois cheques assinados por ela: um de R$ 200,00 na compra de um capacete e outro de 500,00. Confirmou ter preenchido um outro de R$ 50,00 para pagar uma dívida num bar.

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