Manifestação contra redução de salários reúne mais de 200 médicos no Rio

Protestos semelhantes foram realizados em vários estados e no Distrito Federal

Agência Brasil,

12 Junho 2012 | 17h54

RIO DE JANEIRO - Com cartazes e adesivos, cerca de 200 médicos da rede pública federal do Rio de Janeiro protestaram nesta terça-feira, 12, em frente ao Hospital Federal de Bonsucesso, contra a Medida Provisória (MP) 568, que reduz em 50% o salário da categoria, aumenta a carga horária de 20 horas para 40 horas semanais. Segundo eles, a MP afeta também aposentados e pensionistas. Manifestações semelhantes foram realizadas em vários estados e no Distrito Federal.

Constitucionalmente, não se pode baixar o salário do trabalhador, explicou o diretor do Departamento Jurídico do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (SinMed), Júlio Noronha. Segundo ele, a remuneração fica mantida em função da chamada Vantagem Nominal Pessoal Identificada (VNPI), que abate o salário para completar as 40 horas semanais.

"O impressionante é que médicos calmos, antigos, que nunca falaram em greve, queriam greve geral, porque ficaram muito revoltados. Essa medida provisória prejudica o salário para além-túmulo, ou seja, ela vai abaixando o salário do indivíduo de acordo com cada aumento que o sujeito tiver", disse Noronha. Todos os médicos federais foram atingidos por essa medida provisória, acrescentou. No Rio, estão 70% desses médicos, informou.

A presidenta do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), Márcia Rosa de Araújo, disse que não foi descartada a possibilidade de greve, embora o diálogo com os patrões já esteja em andamento. "A estamos buscando o diálogo, podemos colher frutos, sem precisar usar esse mecanismo, destacou.

Apesar da manifestação, no Rio, não houve paralisação dos profissionais da saúde. No entanto, o trânsito ficou complicado na Avenida Londres, onde está localizado o hospital.

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