José Patrício/ Estadão
José Patrício/ Estadão

Manifestação em Salvador tem confronto e depredação

PM reprime o protesto com bombas de efeito moral e balas de borracha em diversos pontos do entorno da Arena Fonte Nova; grupo depredou lojas e pichou paredes

Tiago Décimo. de O Estado de S. Paulo,

20 de junho de 2013 | 16h31

A Polícia Militar reprime a manifestação em Salvador com bombas de efeito moral e balas de borracha em diversos pontos do entorno da Arena Fonte Nova, onde será realizada a partida entre Nigéria e Uruguai, válida pela Copa das Confederações. 

A manifestação começou pacífica, ainda antes das 14 horas - horário marcado para a concentração, na Praça do Campo Grande. A caminhada rumo à arena começou às 15h30, reunindo cerca de 15 mil pessoas.

Tudo corria em clima tranquilo até que o grupo que liderava a manifestação encontrou uma barreira policial, que marcava o perímetro de segurança para a realização da partida, nas proximidades do Colégio Central, no bairro de Nazaré, no centro da cidade.

Houve pedidos de não violência, por parte dos manifestantes, mas dois deles decidiram avançar sobre a barreira, por volta das 16h15. Foi o estopim para a reação do Batalhão de Choque, que estava localizado pouco atrás da barreira. Os policiais lançaram as primeiras bombas de efeito moral sobre os manifestantes, que mudaram o trajeto.

Grupos menores se formaram e passaram a tentar invadir o perímetro de segurança por outras vias. Começou um intenso confronto entre eles e os policiais alocados nas muitas barreiras em torno do estádio. Os manifestantes montaram barricadas com banheiros químicos e passaram a atirar pedras sobre os policiais, que revidaram e passaram a atirar balas de borracha e muitas bombas sobre os manifestantes.

Mais distante, um grupo passou a depredar lojas e pichar paredes na Avenida 7 de Setembro, que não conta com policiamento no momento e tem os estabelecimentos fechados, por causa do feriado decretado pelo prefeito ACM Neto. Um ponto de ônibus em Nazaré também foi depredado.

A Polícia Militar ainda não tem dados sobre feridos, mas a reportagem flagrou um homem e uma mulher sendo atendidos por equipes do Samu e um policial com bastante sangue no rosto.

Neste momento, a Cavalaria da PM avança sobre os manifestantes, em um dos acessos do Dique do Tororó, que fica ao lado do estádio, e o Batalhão de Choque segue lançando bombas.

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