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Manifestação marca inauguração de shopping em São Paulo

Por alguns instantes os colunistas sociais deixaram a festa de lançamento do Shopping Cidade Jardim e deram todas as atenções aos moradores da favela Jardim Panorama. Mais de 100 jovens da comunidade decidiram se apresentar ao novo vizinho. De forma organizada, ocuparam a calçada e um pedacinho da rua da festa."Construíram um muro entre nós e o empreendimento para esconder a favela. Agente veio mostrar que nós existimos", disse uma das moradoras, Carina Santos da Silva, de 19 anos, uma das líderes da comunidade, que trabalha como orientadora na favela.Eles protestaram com músicas, vários cartazes, dizendo que estão de olho nas atitudes do empreendimento. "A favela existe há mais de 20 anos, tem 1800 pessoas morando aqui. Queremos ter direito à cidade, mostrar que estamos aqui. Estamos sendo espremidos pelo muro", disse o presidente da associação de moradores, Marcos Cesar Rosa da Silva.Pelo menos duas ONGs e mais alguns moradores do Real Parque, bairro vizinho, ajudaram na manifestação. Foi feito um manifesto indicando os motivos do protesto. "Isso é uma resposta à intimidação que o muro causou para a favela. Aqui é uma zona especial de interesse social, como diz o plano diretor", disse a arquiteta Heloisa Diniz, de 29 anos, da ONG Usina, que está trabalhando para a comunidade desde que foi anunciada a construção do shopping.Ninguém da construtora saiu para falar com a imprensa. Uma comissão de moradores pedia para entrar no salão de festa e ler o manifesto. No momento em que os moradores da Favela Panorama chegaram próximos à entrada da festa, foram barrados por alguns homens encapuzados e armados, que se identificaram como policiais federais.Depois de ver a presença da imprensa, eles (os encapuzados) decidiram deixar os manifestantes passar.

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