Vítor Marques/Estadão
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Manifestação na Praça Sete tem princípio de tumulto em Belo Horizonte

No terceiro dia de protesto no centro da cidade, houve atrito entre os próprios manifestantes

Marcelo Portela - O Estado de S. Paulo,

19 de junho de 2013 | 16h10

BELO HORIZONTE – O clima ficou tenso na Praça Sete de Setembro, no Centro de Belo Horizonte, na tarde desta quarta-feira, 19, no terceiro dia seguido de protestos no local. Manifestantes entraram em atrito com o que classificaram de “vândalos infiltrados” no movimento, que começaram a estourar bombas em frente a prédios no entorno. Segundo os manifestantes, não há policiamento no local.

A praça é a mesma onde uma agência bancária e uma loja da operadora de telefonia Vivo foram completamente destruídas e saqueadas no fim da noite de ontem e início da madrugada de hoje por um grupo de pessoas encapuzadas que promoveram ainda quebradeira em outro banco e no prédio da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). De acordo com a Polícia Militar (PM), 12 pessoas foram presas.

Cerca de 5 mil pessoas participam do protesto. Mas manifestantes estão tomando rumos distintos, com um grupo seguindo em direção à rodoviária e outro à Praça Rui Barbosa, onde foi instalado um telão para exibição do jogo da seleção brasileira contra o México pela Copa das Confederações e há forte presença policial.  

 

Vídeo enviado pelo repórter Vítor Marques, enviado especial a Belo Horizonte

O objetivo do grupo, segundo a estudante Ludmila Fraga, de 20 anos, é percorrer a avenida Cristiano Machado até a Cidade Administrativa, sede do governo mineiro.

Na tarde de hoje devem chegar à capital 60 homens da Força Nacional de Segurança. Na noite de ontem, o governo informou que 150 integrantes da tropa haviam desembarcado no Estado, mas a chefe do Comando de Policiamento da Capital (CPC), coronel Cláudia Romualdo, confirmou que a primeira parte do reforço chega hoje a Belo Horizonte, onde outros 106 integrantes da força desembarcam na sexta-feira. O reforço foi solicitado pelo governador Antonio Anastasia (PSDB) à presidente Dilma Rousseff na terça-feira (18).

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