Manifestação reúne 2 mil professores em São Paulo

Cerca de dois mil professores da rede municipal de ensino realizam uma manifestação em frente ao prédio da Prefeitura de São Paulo, na tarde desta sexta-feira, 31. De acordo com a Polícia Militar, o protesto começou por volta das 14 horas. Os professores estão em greve por melhores salários. A região do Viaduto do Chá, que está interditado nos dois sentidos, está com trânsito complicado. A greve dos servidores municipais de ensino, iniciada na terça-feira após assembléia do sindicato da categoria (Sinpeem), está se fortalecendo nas escolas da capital. Das 7 visitadas pelo reportagem do Estado nesta sexta-feira, 31, apenas uma funcionava normalmente: a Emei Guia Lopes, no Limão (zona norte). Em todas as outras houve paralisação total ou parcial.Na Emef João Amós Comenius, em Brasilândia (também na zona norte), quase tudo está parado: só uma turma tem aula desde o dia 28. Lá estudam quase 1,6 mil crianças em quatro turnos. "Aderimos porque a situação dos professores é muito ruim", disse uma funcionária de apoio da escola.O Sinpeem estima que 65% a 70% das 1.380 escolas municipais tenham aderido de alguma forma à paralisação. A adesão, segundo a entidade, é maior nos bairros das coordenadorias de educação do Jaçanã/Tremembé (zona norte), Campo Limpo e Capela do Socorro (sul). Por telefone, o Estado consultou dez escolas localizadas nessas regiões e somente a Emei Eduardo Carlos Pereira, na Vila Maria, não mudou a rotina letiva durante a semana. Nas outras nove, a maioria dos professores não deu aula para participar do protesto na frente da Prefeitura.A Secretaria Municipal de Educação informou, por meio da Assessoria de Imprensa, que não possui uma lista com o número de escolas paralisadas desde terça-feira.

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