Fábio Motta/AE
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Manifestantes da Marcha das Vadias tentam chegar ao palco da Jornada

O protesto foi impedido de seguir pela avenida Atântica pela Força Nacional de Segurança, que formou um cordão de isolamento

Heloisa Aruth Sturm, O Estado de S. Paulo

27 Julho 2013 | 20h02

RIO - Cerca de 250 manifestantes que participaram neste sábado, 27, da Marcha das Vadias em Copacabana, na zona sul do Rio, tentaram se aproximar do palco da Jornada Mundial da Juventude. Ao grupo se uniram manifestantes que vestem roupas negras e cobrem o rosto com capuzes. A cerimônia deste sábado marca a abertura da vigília do evento católico.

A passeata foi impedida de seguir pela Avenida Atântica pela Força Nacional de Segurança, que formou um cordão de isolamento. Por isso, os ativistas se encaminharam à areia, por onde tentaram seguir o trajeto. Mas, na altura da rua Miguel Lemos, o grupo foi novamente interceptado por um cordão de agentes da Força Nacional. Agora os manifestantes estão parados. Atrás da Força Nacional e de frente para os integrantes do protesto, peregrinos rezam.

Cerca de 1.500 pessoas participaram da Marcha das Vadias, ato de protesto contra a grande incidência de estupros no Brasil e pelo direito da mulher de usar o próprio corpo como quiser. Outro alvo do protesto foi o governador Sérgio Cabral (PMDB), que tem sido motivo constante de manifestações.

Marcado desde 2012, o ato transcorreu, em sua maior parte, em clima de descontração. Mas também houve críticas à religiosidade e discussões entre peregrinos e manifestantes. Um casal seminu fez uma performance durante qual colocou um preservativo na cabeça da imagem de Nossa Senhora Aparecida e quebrou a imagem da santa. Integrantes da passeata também entregaram camisinhas aos peregrinos católicos durante a passeata. A maioria dos manifestantes se dispersou no começo da noite.

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