Manifestantes fazem ato pacífico contra a Copa em Porto Alegre

Protesto contra a Copa do Mundo reuniu 120 pessoas que cantavam refrões contra a Fifa e a violência policial

Elder Ogliari, O Estado de S. Paulo

23 de junho de 2014 | 17h43

PORTO ALEGRE - Manifestantes contrários à Copa do Mundo caminharam pelas ruas centrais de Porto Alegre gritando palavras de ordem contra o maior evento do futebol mundial nesta segunda-feira, 23. Um destacamento da Brigada Militar acompanhou de perto o protesto, enquanto outros pelotões ficaram em ruas transversais. 

Desta vez não houve depredações como no dia da abertura da Copa, quando alguns dos 600 manifestantes, acompanhados de longe pela polícia, apedrejaram vidraças, derrubaram placas de sinalização de trânsito, viraram contêineres de lixo nas ruas e depredaram bancas de revistas.

Convocado pelo Bloco de Luta pelo Transporte Público, o protesto desta segunda-feira reuniu menos gente do que o previsto. Dos 26 mil convidados, mil confirmaram presença e apenas 120 compareceram. Enquanto caminhavam, eles cantaram refrões como "Ei, Fifa, volta pra Suíça"; "Violenta é a polícia"; "Da Copa eu abro mão, quero mais dinheiro pra saúde e educação"; "E no Beira-Rio, quando a bola rola, não tem saúde, não tem transporte, não tem escola".

O momento mais tenso foi a caminhada pelas cinco quadras da Rua Doutor Flores, uma área totalmente comercial da cidade. Ao perceber a aproximação dos manifestantes, com medo da repetição das depredações do dia 12, os gerentes fecharam as lojas e, depois da passagem do grupo, voltaram a abri-las. Os participantes encerraram o protesto quando chegaram à esquina da Avenida Loureiro da Silva com José do Patrocínio, no bairro Cidade Baixa.

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