Manifestantes remarcam para esta terça-feira protesto contra declarações de Cabral

Governador do Rio pediu ao grupo que pare de protestar nas imediações de sua residência; 'Ato de urgência' foi criado pelo coletivo  Fiscalização Popular do Governo do Rio de Janeiro

Heloisa Aruth Sturm/RIO,

30 Julho 2013 | 12h27

Depois do apelo feito pelo governador Sérgio Cabral na tarde de segunda-feira, 29, aos manifestantes, para que deixem de protestar nas imediações de sua residência no Leblon, os coletivos que puxam os atos no Rio anteciparam o protesto que estava marcado para a quinta-feira, 1, e realizarão nova manifestação na tarde desta terça-feira, 30. O "ato de urgência" foi criado pelo coletivo  Fiscalização Popular do Governo do Rio de Janeiro, em resposta ao pronunciamento de Cabral. 

 

As declarações de Cabral deverão ser o foco das discussões na plenária desta terça à noite convocada pelo Fórum de Lutas, um dos coletivos mais atuantes no Rio. "É lamentável que ele não tenha o mínimo de decência de assumir as responsabilidades das ações que ele mesmo tomou enquanto governador. A reivindicação das ruas é só uma indignação contra as ações do próprio governador", disse o universitário Júlio Anselmo, integrante do Fórum e da Anel (Assembleia Nacional dos Estudantes - Livre). "Além da repressão policial, provou-se nesses anos de governo que ele governa para poucos.  Não é à toa que a galera ficou com mais raiva e resolveu antecipar o ato. Hoje no Fórum esse deve ser o centro da discussão: preparar uma jornada de lutas pelo Fora Cabral".

Também está prevista para quarta-feira, 31, às 16 horas, com presença confirmada do Black Bloc, uma manifestação na Cinelândia, no centro, de onde os manifestantes devem seguir em direção ao prédio do Ministério Público e à Assembleia do Rio para pressionar pela revogação do decreto 44.302/2013, que criou a Comissão Especial de Investigação de Atos de Vandalismo em Manifestações Públicas - CEIV. Outro protesto na quinta-feira também está agendado no Leblon. 

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