Manifestantes vestidos de preto chegam a protesto contra a morte de dançarino

'Fora Rede Globo', 'mídia fascista, sensacionalista', gritam alguns manifestantes; jornalistas foram cercados e ameaçados de agressão

Marcelo Gomes, O Estado de S. Paulo

24 de abril de 2014 | 16h34

RIO - Um grupo de manifestantes vestidos de preto e bradando palavras de ordem contra a imprensa se juntou há pouco aos moradores da favela Pavão-Pavãozinho e de outras comunidades que protestam contra o assassinato do dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira, na tarde desta quinta-feira, 24. O ambiente é de grande tensão, depois de mais de uma hora de passeata pacífica, entre o morro, em Copacabana, na zona sul do Rio, e o cemitério São João Batista, em Botafogo, onde o corpo de Douglas está sendo velado e será enterrado.

"Fora Rede Globo", "mídia fascista, sensacionalista", gritam alguns manifestantes. Jornalistas foram cercados e ameaçados de agressão. Policiais militares do Batalhão de Choque estão nas proximidades do cemitério. Também há policiais à paisana.

A mãe do dançarino, Maria de Fátima da Silva, reclamou da presença da polícia. "Por que os policiais, sem serem convidados, vieram acompanhar a manifestação? Tenho direito de estar só com o meu filho e os amigos dele da comunidade", disse ela, aplaudida pelos manifestantes.

A atriz Regina Casé, apresentadora do programa Esquenta, da TV Globo, onde Douglas trabalhava, chegou ao cemitério por volta das 15 horas e foi direto para a capela onde se realiza o velório. Mototaxistas do Pavão-Pavãozinho seguiram na frente da passeata, fazendo um buzinaço em protesto contra a violência policial na comunidade. Cerca de 400 pessoas estão neste momento no cemitério.

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