Maninho é enterrado com homenagens do Salgueiro

Cerca de 300 pessoas, muitas delas ligadas ao samba, compareceram à quadra do Salgueiro, na Tijuca, para prestar a última homenagem a Maninho, que era filho do também bicheiro Waldemiro Garcia, o Miro, presidente de honra do Salgueiro e membro da cúpula do jogo do bicho. Dentre os presentes, estavam o contraventor Aniz Abrahão David, presidente de honra da Beija-Flor, o jogador do Fluminense Edmundo e o atual técnico de futebol Renato Gaúcho. "É uma perda irreparável. Sou amigo da família e tínhamos um relação ótima. Todos os dias a gente vê isso (violência). O problema é essa brutalidade que a cidade vive", disse Edmundo. Maninho foi enterrado à tarde no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap. O Salgueiro decretou luto de três dias e cancelou a festa para a escolha do samba, que ocorreria no Sábado. Investigação - À procura de pistas, a polícia pediu a quebra do sigilo telefônico do celular de Maninho. A delegada que investiga o caso, Adriana Belém, começou a assistir as sete fitas de vídeo do circuito interno de TV da academia de onde ele saiu, mas adiantou que as imagens não mostram o momento do crime.Segundo Adriana, Maninho, que era presidente do Conselho Fiscal da escola de samba Salgueiro, não estava com os seguranças que, normalmente, o acompanhavam. "Ele sempre ia para a academia no seu Passat blindado, mas nos últimos dois dias passou a ir sozinho, de moto, porque o carro estaria na oficina. Existe alguém que sabia dessa informação", disse a delegada. "Tudo indica que foi um crime de mando em função da atividade que ele (Maninho) exercia. Não descarto ligação com o jogo do bicho." A polícia suspeita que os matadores estivessem em um carro, mas diz não saber quantos eram. Maninho foi executado com pelo menos três tiros, quando já deixava a academia na sua moto. Nada foi roubado, o que afasta a hipótese de assalto.

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