Mantega diz que críticas ao Coaf foram "completamente injustas"

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta segunda-feira, em entrevista coletiva, que foram "completamente injustas" as críticas feitas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) de uma eventual demora na identificação da origem do dinheiro que teria sido utilizado para a compra do dossiê que envolveria o candidato José Serra no esquema dos sanguessugas. "O Coaf atua com independência no Ministério da Fazenda e eu não faço nenhuma intervenção no Coaf", disse o ministro ao chegar ao hotel Ceasar Park para participar da entrega do prêmio "Balanço anual" concedido pela Gazeta Mercantil.Segundo Mantega, cabe ao órgão do Ministério apenas a função de fiscalizar as operações bancárias acima de R$ 100 mil e investigar eventuais irregularidades de operações financeiras que possam ser observadas. "O Coaf continuará auxiliando o Ministério Público e a Polícia Federal. Mas não é a responsabilidade do órgão investigar as origens dos recursos financeiros. As operações de saque podem ter sido de cheques de R$ 90 mil e o Coaf nem sequer foi notificado", argumentou o ministro.Por fim, Mantega reiterou que a nota distribuída no início desta noite pelo próprio Coaf tinha o objetivo de esclarecer publicamente quais eram as atribuições do órgão à luz da Constituição e das regulamentações do Ministério da Fazenda e que deixasse claro se tratar de um órgão iminentemente técnico e sem interferências políticas.

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