Mantega promete política econômica mais desenvolvimentista

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta segunda-feira que a política econômica no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá uma característica mais "desenvolvimentista". "Mas será uma continuação da política econômica do primeiro governo, só que dentro de uma nova fase", afirmou Mantega ao entrar no edifício-sede do Ministério da Fazenda. Ele veio de São Paulo junto com o presidente Lula, que está obviamente muito feliz, segundo o ministro. De acordo com Mantega, o primeiro mandato do presidente marcou a primeira fase na política econômica, que teve por objetivo trazer equilíbrio ao País, "eliminando problemas e desequilíbrios que haviam sido herdados da gestão anterior". Agora, a segunda fase será pautada pelo crescimento econômico. "Entramos numa nova fase onde o crescimento será mais intenso, mais vigoroso, com mais geração de emprego, que será a tônica do próximo governo", concluiu Mantega.Mantega disse ainda que o desafio agora é fechar o ano de 2006 realizando todos os projetos que foram estabelecidos, deixando uma base para o desenvolvimentismo. Ele afirmou que é preciso avançar nos projetos, citando particularmente a votação da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, em tramitação no Congresso - "vamos retomá-la" -, acrescentando ainda que é preciso recomeçar a discussão da reforma tributária.Para o ministro o comportamento da oposição deve ser cooperativo. "Agora a eleição terminou, os interesses mudam e a oposição também está preocupada com a melhora do País e a realização desses projetos." MudançasO ministro classificou como "especulações" as informações sobre mudanças na equipe econômica e na política do novo governo. "Não passam de meras especulações, que não têm fundamento e valor", afirmou. Mantega disse que não conversou sobre o assunto com o presidente. "Estávamos fazendo a campanha, ganhando a eleição". Segundo ele, a mudança "está na cabeça de algumas pessoas, não na nossa cabeça". "Não é uma preocupação que se colocou", afirmou o ministro, destacando que, agora, depois das eleições, o presidente vai começar a pensar numa nova equipe. Indagado sobre se gostaria de permanecer no cargo de ministro, Mantega desconversou. "Essa é uma questão que não se coloca". Afirmou. Matéria alterada às 12h16 para acréscimo de informações

Agencia Estado,

30 de outubro de 2006 | 12h00

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