Mantido pedido de extradição de líderes da Igreja Renascer

O pedido de extradição do casal Estevam e Sônia Hernandes, fundadores da Igreja Renascer em Cristo foi mantido nesta segunda-feira, 12, pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília. A decisão foi da ministra Laurita Vaz, relatora do processo, que negou pedido de liminar. Os advogados do casal alegaram que os crimes de que são acusados(lavagem de dinheiro e ocultação de bens) não constam entre os crimes passíveis de extradição pelo tratado firmado entre o Brasil e os EUA. A juíza não aceitou esse argumento. O casal chegou a ter prisão decretada no Brasil em novembro de 2006, por lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e estelionato. Os ´bispos´ chegaram a ser considerados foragidos, mas conseguiram liminar para responder em liberdade e o processo corre em segredo de Justiça. Em janeiro deste ano, entretanto, Sônia e Estevam foram presos na Alfândega do Aeroporto de Miami (EUA), com US$ 56 mil, embora tenham declarado que portavam apenas US$ 10 mil. O Gaeco (Grupo de Atuação de Repressão ao Crime Organizado), do Ministério Público de São Paulo, entrou com pedido de prisão do casal para investigar possível lavagem de dinheiro. No dia seguinte, o juiz Paulo Antônio Rossi, da 1ª Vara, aceitou o pedido e decretou a preventiva do casal. No mesmo dia, Luiz Flávio Borges D´Urso, advogado dos ´bispos´, anunciou que recorreria. Os recursos no Tribunal de Justiça paulista foram negados. O casal também responde à Justiça dos EUA, onde é acusado de conspiração, contrabando de dinheiro e depoimento falso à polícia. A pena prevista para cada um dos crimes é de cinco anos.

Agencia Estado,

13 Fevereiro 2007 | 08h27

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