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Mapa feito pela Anhembi cria Rua da "Conçolação"

O turista que chegar à cidade e tentar se orientar pelo Mapa Guia Turístico de São Paulo pode ter uma certa dificuldade para encontrar a Avenida Rebouças. Em uma das páginas, vai achar apenas a "Rebolças". Caso o destino seja a Rua da Consolação, vai achar uma certa Rua da "Conçolação". Elaborado com o objetivo de orientar as pessoas que chegam à capital, o mapa tem vários erros nos nomes das ruas e avenidas da cidade. Um olhar atento revela falhas grosseiras. Além dos dois citados, há outros exemplos, como Avenida "Cândido Sampaio" (Cantídio Sampaio), Rua "Plamplona" (Pamplona), Rua "Fernades Moreira" (Fernandes Moreira) e "Marques de Itu" (Marquês de Itu). O visitante ou o paulistano que tentar se orientar pelo guia também corre o risco de ser induzido a derrapadas históricas, por causa dos erros de digitação. Consultando informações sobre a Catedral da Sé, descobrirá, pelo mapa, que ali está enterrado o "Regente Freijó", que na verdade é o padre Diogo Feijó, regente do Império do Brasil. Também pode pensar que no Brasil houve um presidente que virou nome de avenida chamado "Juscelin Kubtschek" - Juscelino Kubitschek. Houve também outro chamado "Washight Luís" e não Washington Luís, uma das principais avenidas da zona sul e homenagem ao presidente deposto em 1930. Mudanças - Os moradores de Higienópolis ficarão de cabelos em pé quando souberem que o nome de uma das principais ruas do bairro, a Dona Veridiana, virou simplesmente "Rua da Veridiana". Para ir a um hotel na Avenida Brigadeiro Faria Lima, a pessoa vai procurar a "Avenida Nova Faria Lima". É claro que todo taxista vai entender, mas o próprio hotel indicado no mapa confirma que o endereço correto é Avenida Brigadeiro Faria Lima. Nova Faria Lima é como o trecho prolongado da avenida ficou conhecido na época de sua construção. Tomara que o turista estrangeiro não se aventure a usar a publicação para aprender um pouco da nossa gramática. A Catedral Ortodoxa, no bairro do Paraíso, é citada como "Ortodóxa". A localização dos bairros também é imprecisa. O bairro do Brooklin, na zona sul, é chamado de Itaim-Bibi. Omissão - Apesar de incentivar o uso do metrô para se deslocar na metrópole, a Prefeitura não citou as estações que ficam próximas dos pontos indicados, como a Pinacoteca do Estado, o Mosteiro de São Bento e o Museu de Arte Sacra, todos servidos por estações de metrô. O mapa foi produzido pela Anhembi Turismo e Eventos da Cidade de São Paulo, com o aval do Conselho Municipal de Turismo (Comtur). Com tiragem mensal de 10 mil exemplares, é distribuído de forma gratuita nas oito Centrais de Informação Turística (CITs) e em eventos promovidos pela empresa. Os textos são em português, espanhol e inglês. Revisão - A diretora de turismo da Anhembi, Denise Battistini, reconheceu os erros. "A cada edição temos uma equipe especializada para descobrir erros de endereços e telefones", disse Denise. "Como ele sai todos os meses, temos a possibilidade de arrumá-los", completou, lembrando que o mapa já está na segunda edição. Segundo Denise, o objetivo da publicação é dar suporte para quem visita a cidade a negócios ou lazer. Além dos mapas, há um roteiro de atrativos, museus, restaurantes e bares. Uma das curiosidades são os serviços oferecidos para o público GLS. De acordo com a Anhembi, os bares e restaurantes são selecionados a partir de indicações de entidades ligadas ao Comtur, como sindicatos de hotéis e restaurantes. Sobre o metrô, Denise afirmou que todas as pessoas que retiram o folheto nos quiosques das CITs, mantidas pela Anhembi, são informadas sobre as estações em que devem desembarcar para chegar ao seu destino. "Os guias estão à disposição para qualquer informação complementar."

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