Marcelo Yuka é agredido durante assalto na zona norte do Rio

Ex-baterista do grupo O Rappa ficou paraplégico após ser baleado em um assalto, em 2000, na mesma região

Fabiana Marchezi, estadao.com.br, com Reuters

02 de março de 2009 | 13h27

O músico Marcelo Yuka voltou a ser vítima de violência na zona norte do Rio. Ex-baterista do grupo O Rappa, ele foi agredido no sábado, 28, a socos e pontapés numa tentativa de assalto na esquina das ruas Conde de Bonfim e José Higino, na Tijuca. Yuka ficou paraplégico após ser ferido em um assalto em 2000.   De acordo com a Polícia Civil, Yuka foi abordado por dois homens na frente de uma padaria. Os criminosos queriam levar a Cherokee da vítima, mas quando perceberam que o veículo era adaptado para deficiente desistiram da ação, levando apenas o celular. "Mostrei a eles o adesivo do meu carro de portador de deficiência e disse 'eu não consigo andar'", contou Yuka a jornalistas. "Eles disseram: 'Não anda o que, sai logo do carro'. Um deles ficou irritado, me puxou pela camisa e me derrubou", acrescentou o músico. Yuka disse que suas pernas ficaram presas do lado de dentro do carro e o corpo ficou lado de fora. "A única coisa que passou na minha cabeça naquele momento foi 'vou ser um novo João Hélio'", afirmou Yuka, referindo-se ao menino que morreu em 2007 após ser arrastado por vários quilômetros durante um assalto também na zona norte.    Yuka chegou a ficar sob as rodas do veículo e só não foi atropelado porque os assaltantes não conseguiram dar partida no carro. "Pedi só para ele me deixar numa posição melhor, no chão", acrescentou o músico.  O caso foi registrado na 19ª Delegacia de Polícia na Tijuca. Até o início da tarde desta segunda-feira, 2, ninguém havia sido preso. Essa foi a terceira vez que Yuka foi assaltado na Tijuca. Em 2000, o então baterista do Rappa levou três tiros ao tentar fugir de assaltantes que faziam uma falsa blitz. Um dos disparos atingiu a coluna no músico, que ficou paraplégico. Em 2005, Yuka foi vítima de um outro assalto em um congestionamento no mesmo bairro. "Quero do governo o que deveria dar para todos: segurança, independentemente do IPTU que eu pague. A sociedade tem que se mobilizar, mas não adianta ter desfile de branco na zona sul. A gente tem que requerer a democratização da segurança pública", cobrou o músico. Atualizado às 14h44 para acréscimo de informações.

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