Marceneiro acusa patrão de se apropriar de bilhete premiado

Ele entrou com uma liminar para exigir busca e apreensão do prêmio de R$ 27,7 milhões

Rafael Carvalho, especial para o Estadão,

04 Setembro 2007 | 19h42

O marceneiro Flávio Júnior Biass, morador da cidade de Joaçaba, interior de Santa Catarina, entrou na tarde desta terça-feira, 4, com uma liminar no fórum da cidade para exigir a busca e apreensão dos valores do prêmio do concurso 898 da Mega Sena, que pagou R$ 27,7 milhões para uma aposta feita na cidade. Ele também apresentou documentos onde diz provar que é o verdadeiro dono do bilhete. O prêmio foi retirado na tarde de segunda-feira em local não informado pela Caixa Econômica Federal.   Segundo um parente de Biass, que preferiu não se identificar, ele teria pego uma carona com seu chefe, o madeireiro Altamir José da Igreja e um colega de trabalho, no sábado, por volta das 12h30. No caminho, iriam aproveitar para fazer uma aposta, mas não havia vaga no estacionamento da lotérica. Para não perder a carona, Flávio decidiu entregar o bilhete para seu patrão, juntamente com o R$ 1,50 da aposta, já que Altamir prometera passar na lotérica mais tarde.   Ainda segundo parentes de Flávio, seu colega de trabalho presenciou a cena e o momento em que foi firmado um acordo verbal, em que o empregado se dispôs a dividir o premio com o patrão, caso fosse premiado. O madeireiro Altamir da Igreja, conhecido na região como Chico Louco, teria ligado para o pai de Flávio logo após o sorteio e confirmado que eles haviam feito as seis dezenas com o bilhete de seu filho. Altamir também teria ido a casa do pai de Flávio, no domingo pela manhã.   Vizinhos, que serão testemunhas no processo, teriam ouvido Altamir festejando e confirmando que os números sorteados eram os do celular de Flávio, que apostou seis dezenas fazendo uma combinação dos números de seu telefone móvel. Já na segunda-feira, Altamir teria mudado sua versão, ligou para a família de Flávio dizendo que o bilhete premiado era outro e oferecido uma moto ao marceneiro como prêmio de consolação. A madeireira de Altamir está fechada desde segunda-feira e ele não foi mais encontrado na cidade.   Um dos documentos anexados ao processo é o contrato da operadora do celular, em que constam o nome de Flávio e os números que, recombinados, teriam ganho R$ 27,7 milhões. A um parente Flávio teria dito que está chateado, mas ainda aceitaria dividir o prêmio com seu chefe, como combinado.

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