Marcha contra o neoliberalismo reúne mais de 10 mil

A "Marcha contra o Neoliberalismo e pela Vida", realizada logo após a abertura do Fórum Social Mundial, reuniu mais de 10 mil pessoas, segundo aPolícia Militar do Rio Grande do Sul ou 15 mil pessoas, de acordo com a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC).Foi um protesto pacifíco, sem brigas ou agressões, concordaram policiais e organizadores, embora o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) tenha cogitado em fazer manifestações mais contundentes contra o que eles chamam de símbolos do capitalismo como o McDonald´s, o BankBoston ou o Banco Santander.Os petistas, tendo à frente do presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, puxaram a marcha, segurando praticamente sozinhos a faixa que abria o protesto. Ao lado dos petistas Olívio Dutra (governador gaúcho) e Tarso Genro (prefeito de Porto Alegre) estavam o ministro do Interior da França, Jean-Pierre Chevenement, e o jornalista francês Bernard Cassen, um dos organizadores do Fórum. Dezenas de estrangeiros vinham atrás, assim como pessoas segurando bandeiras da Argentina e dos partidos brasileiros PCB, PcdoB e PV, além das de entidades de classe, como a CUT e sindicatos de trabalhadores.Durante mais de uma hora, a partir das 18h45, osmanifestantes percorreram pouco mais de 2 km, entre o Mercado Municipal e o Parque Harmonia, onde foi realizado um show musical logo após a passeata. Apesar do horário, o sol brilhava e o calor estava forte. Um longo congestionamento se formou nas ruas ao redor da marcha, já que o trânsito foi bloqueado. Mas os motoristas esperaram calmamente, fora dos carros, o fim do protesto, sem buzinaços.Um trio-elétrico animava os manifestantes e, dentre as músicas tocadas, executou "Caminhando", de Geraldo Vandré, o hino da esquerda nas décadas de 60 e 70. Mas, desta vez, com acompanhamento em ritmo de axé. Poucos cantaram, já que havia muitos jovens na marcha. Poucas palavras de ordem foram utilizadas pelos manifestantes que caminharam, na maior parte do tempo, em silêncio. "Fora já, fora daqui. O FHC e o FMI", ensaiou um grupo.

Agencia Estado,

25 de janeiro de 2001 | 21h33

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