Marcha pelo desarmamento, amanhã, em Brasília

Entidades e estudantes que apoiam o Estatuto do Desarmamento participam amanhã, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, da marcha Brasil sem Armas. Coordenada pelo Comitê de Vítimas da Violência (Convive), a mobilização é uma forma de pressionar os deputados a aprovar hoje o projeto de lei na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Serão afixadas duas mil cruzes no gramado em frente ao Congresso simbolizando as vítimas da violência e armas de brinquedo recolhidas nas escolas do Distrito Federal vão ser destruídas por crianças. Os críticos das restrições ao uso de armamentos também deflagraram um movimento para impedir a aprovação do projeto. Já estão sendo veiculados nos meios de comunicação anúncios do Sindicato dos Policiais do Distrito Federal (Sinpol-DF). Nos anúncios, um artista que interpreta um criminoso, fala de sua satisfação com a proposta relatada pelo presidente da CCJ, deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP). O "criminoso" critica, principalmente, a proposta de criação de novas regras para utilização de armas de uso particular por policiais civis e militares. "Valeu mermo aquele tal de substitutivo, que obriga os cana tudo a tê que registrá e pagá pesado pelas arma, qui nem os mauricinho filinho de papai. O cara não pode mais guardá os berro em casa e dançô legal (sic)", fala do "criminoso" veiculada nos meios de comunicação. "Se você não quer ver um comunicado como esse, mostre a sua indignação e proteste contra esse absurdo substitutivo. Isso pode valer sua vida", diz o anúncio do Sinpol. De acordo com o substitutivo de Greenhalgh, as regras para a concessão de porte de arma a policiais para uso particular serão mais severas. PMs e PCs terão, por exemplo, de comprovar que não são réus em inquérito e processo criminal.

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