Marco Aurélio adverte eleitores para que não se deixem enganar

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Marco Aurélio, advertiu ao eleitor que não se deixe enganar pelas promessas dos candidatos. "Claro que nós temos candidatos que exageram em termos de promessas, em termos de ´dias melhores´, mas cumpre ao eleitor não se deixar enganar".Durante entrevista coletiva concedida na sede do TSE, o ministro Marco Aurélio ressaltou que o eleitor deve fazer um exame criterioso do que está sendo dito via propaganda eleitoral, sobretudo do perfil de cada candidato, "escolhendo aqueles que se mostrem mais dignos".Marco Aurélio disse que cabe aos eleitores a tarefa de barrar os políticos envolvidos com irregularidades, não votando neles. Segundo o presidente do TSE, os eleitores precisam analisar o perfil dos candidatos e devem votar em quem tem uma conduta correta.Marco Aurélio explicou que os eleitores devem verificar o que o candidato fez, o que existe contra ele, independentemente de existir uma condenação judicial. Na Justiça, os políticos suspeitos de corrupção somente podem ser excluídos da disputa em caso de uma decisão definitiva. "O eleitor está com a palavra. Não é vítima. É autor. É ele quem coloca o político no cargo", afirmou.Mas o presidente do TSE esclareceu que, ao dar declarações sobre propaganda enganosa, pela primeira vez em maio deste ano, estava falando em tese e não sobre um programa eleitoral de um candidato específico. Ele inclusive disse que não tem assistido a todos os programas do horário eleitoral gratuito. "É hora de o eleitor não acreditar em promessas vãs", afirmou."Procon eleitoral"De acordo com o site do TSE, o ministro Marco Aurélio reiterou a declaração feita na manhã desta quinta, 17: "A referência que eu fiz hoje ao Código do Consumidor diz respeito... à decepção da sociedade quanto ao que teria sido anunciado por muitos políticos e o que foi realmente implementado. Mas pode ser uma sugestão para normatização futura", admitiu."Seria bom se o Código de Defesa do Consumidor pudesse ser usado contra candidatos que fazem propaganda enganosa. Isso sempre vai acontecer. Mas eles precisam saber que nós não somos ingênuos", afirmara mais cedo.O presidente respondeu ainda ao questionamento sobre uma possível renúncia de parlamentares para fugir do processo de cassação. "Esses parlamentares estão desistindo da vida pública? A resposta é negativa", analisou. Segundo ele, a intenção é de driblar o crivo que haveria no processo, o que significa "admitir implicitamente a culpa"."Eles se candidatarão, no passo seguinte, a um novo mandato. Renunciam a alguns meses do atual mandato para alcançarem um mandato inteiro", observou o ministro Marco Aurélio.

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